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17/05/2010 - 18h46 / Atualizada 17/05/2010 - 19h06

Juiz Garzón recebe prêmio por defesa de valores democráticos

PARIS, 17 Mai 2010 (AFP) -O juiz espanhol Baltasar Garzón declarou-se nesta segunda-feira em Paris "confiante" de que "no final deste duro caminho, a justiça irá se impor", depois de receber um prêmio por sua defesa dos valores democráticos e da justiça universal na presença de renomados juristas internacionais.

"São momentos difíceis e delicados, mas isso não significa que eu não tenha confiança de que no final deste duro caminho a justiça irá se impor", afirmou o magistrado espanhol em sua primeira aparição pública desde a sexta-feira, dia em que o Conselho Geral do Poder Judiciário (CGPJ) espanhol expediu medida cautelar em que suspende o juiz de suas funções.

Garzón, 54 anos, um dos maiores defensores da jurisdição universal da justiça, será levado a julgamento por abrir em 2008 uma investigação sobre os 114.000 desaparecidos durante a Guerra Civil espanhola (1936-1939) e da ditadura franquista (1939-1975), apesar de esses crimes terem sido anistiados por lei em 1977.

"Não apenas estou tranquilo, mas confiante", disse o juiz à imprensa, depois de receber o Prêmio René Cassin Liberté et Democratie (Liberdade e Democracia), no prestigiado Instituto de Ciências Políticas de Paris.

Garzón, aplaudido e ovacionado quando entrou no auditório, recebeu o prêmio na presença do procurador da Corte Penal Internacional (CPI), do argentino Luis Moreno Ocampo, do ex-premier francês Dominique de Villepin, da reconhecida ex-juíza francesa da luta contra a corrupção Eva Joly, e do jurísta britânico Philippe Sands.

"Tenho confiança e penso que seja necessário um poder judiciário independente", afirmou o juiz espanhol, reconhecido internacionalmente por ter conseguido prender em 1998 o ex-ditador chileno Augusto Pinochet em Londres.

Questionado sobre o que fará se o CGPJ lhe impedir de colaborar com Moreno Ocampo na CPI de Haia, disse que vai "preparar" sua defesa no julgamento oral no qual deverá sentar-se no banco dos réus.

"Vou esperar chegar esse momento para, como qualquer cidadão que se vê na mesma situação, poder proclamar e defender minha inocência", disse Garzón.

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