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17/05/2010 - 16h22 / Atualizada 17/05/2010 - 17h15

Plano de sanção contra o Irã será mantido, dizem EUA

WASHINGTON, 17 Mai 2010 (AFP) -Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira que não deterão nem adiarão seu projeto de endurecer as sanções contra o Irã após o novo acordo nuclear de Teerã com Turquia e Brasil.

"Não muda os passos que estamos dando para determinar as responsabilidades do Irã, o que inclui sanções", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.

O Irã fechou um acordo com os membros não permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Turquia e Brasil, no qual prevê fornecer 1.200 quilos de combustível nuclear para a Turquia em troca de urânio enriquecido a 20%.

Mas mesmo que isso ocorra, Gibbs disse que Washington mantém dúvidas sobre a "orientação geral" do programa nuclear, já que o Irã afirmou que continuará enriquecendo urânio a 20%.

Antes, Gibbs havia indicado em comunicado que os Estados Unidos e seus aliados "ainda mantêm grandes preocupações" em relação ao tema do programa nuclear iraniano, sem rejeitar de forma categórica o acordo alcançado com Turquia e Brasil.

"Reconhecemos os esforços feitos por Turquia e Brasil", afirmou o porta-voz da presidência americana, enfatizando, no entanto, que o acordo anunciado em Teerã deverá ser submetido à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), antes que possa ser avaliado pela comunidade internacional.

No entanto, dadas as últimas atitudes da República Islâmica, os "Estados Unidos e a comunidade internacional mantêm grandes preocupações" sobre esse tema, afirmou Gibbs em comunicado.

O Irã, ameaçado com sanções internacionais por sua polêmica política nuclear, passou a bola para o campo ocidental e para a Rússia, ao fechar um acordo nesta segunda-feira que prevê saída à crise, com a associação de Brasil e Turquia.

Os três países concordaram com o envio de 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido à Turquia, onde será armazenado à espera que as grandes potências entreguem de volta ao país 120 quilos de combustível enriquecido a 20%, necessário para operar um reator de pesquisa médica em Teerã.

Essa oferta foi apresentada como um gesto do Irã para "alcançar uma nova dinâmica construtiva" e solucionar a crise nuclear, segundo documento assinado pelos três países.

Reconhecendo que o envio de urânio levemente enriquecido do Irã ao exterior constituirá "uma etapa positiva", Gibbs destacou, no entanto, que o "Irã disse hoje que continuará o enriquecimento (de urânio) a 20%, o que é uma violação direta às resoluções do Conselho de Segurança da ONU".

"Além disso, a declaração comum publicada em Teerã é vaga em relação à vontade do Irã de se reencontrar com o Grupo dos Seis (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, mais a Alemanha) para responder às inquietações da comunidade internacional sobre seu programa nuclear", afirmou o porta-voz da Casa Branca.

O Irã deve "demonstrar com seus atos, e não somente com palavras, sua vontade de respeitar suas obrigações internacionais, ou sofrer as consequências, como as sanções", advertiu Gibbs em comunicado.

A Casa Branca disse estar disposta a alcançar "uma solução diplomática sobre o programa nuclear iraniano com enfoque no Grupo dos Seis", e disse querer "consultar seus aliados" sobre esses últimos acontecimentos.

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