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17/05/2010 - 09h54 / Atualizada 17/05/2010 - 10h07

UE e Mercosul anunciam retomada das negociações e próximos encontros

MADRI, 17 Mai 2010 (AFP) -A União Europeia (UE) e o Mercosul vão anunciar nesta segunda-feira, em uma cúpula birregional em Madri, a retomada das negociações comerciais e um encontro no final de junho e início de julho que vai estabelecer o calendário das negociações.

O anúncio será feito, segundo fontes do Mercosul, mesmo com a oposição francesa e de outros noves países da UE, que na semana passada manifestaram contra essas negociações, dizendo que este era "um mal sinal para a agricultura europeia".

A França e o grupo formado pela Irlanda, Grécia, Hungria, Áustria, Luxemburgo, Polônia, Finlândia, Romênia e Chipre, consideram "inaceitável" que Bruxelas faça concessões em questões agrícolas para chegar a um acordo com o Mercosul.

A França é o país mais beneficiado pelos subsídios europeus estipulados pela Política Agrícola Comum (PAC).

Entretanto, a encarregada das negociações é a Comissão Europeia, em virtude de um mandato que lhe foi concedido pelos membros da UE em 1999.

No dia 4 de maio, o executivo europeu anunciou sua intenção de retomar as negociações, alegando que uma maior abertura comercial entre ambos os blocos significaria "uma aumento das exportações anuais em 4,5 bilhões de euros" (5,9 bilhões de dólares) para cada região.

Nesse momento, o presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, prometeu que "estudaria qualquer impacto negativo em determinados setores" com "medidas específicas para a agricultura".

Mas apesar disto, o bloco dos dez países que estão contra anunciou que expressaria sua rejeição no mesmo dia, durante um conselho dos ministros da Agricultura, em Bruxelas.

A UE e o Mercosul mantiveram "um processo de reflexão" no último ano que "não foi fácil porque havia muita desconfiança". Segundo a fonte, "na realidade, as negociações já haviam sido retomadas".

Os blocos econômicos fizeram quatro encontros desde junho de 2009 para preparar esse relançamento, nos quais o Mercosul havia "dado indícios, novos sinais de que poderíamos fazer bastante" e de que estava disposto a negociar a abertura de "cerca de 90% do comércio com a Europa", esclareceu.

As negociações pararam em 2004 e desde então ficaram a espera da conclusão da rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) para a liberalização dos mercados mundiais.

Mesmo assim, a UE e o Mercosul acreditam que devem buscar pactos comerciais birregionais.

A França, por sua vez, argumenta que a Comissão não pode negociar com o Mercosul porque seu mandado o condiciona às decisões de Doha, mas o bloco americano, por sua vez, acredita que esse mandato "deve ser reinterpretado a luz da atualidade".

Os europeus buscam um maior acesso ao mercado sul-americano e a seus produtos industriais e serviços.

Por sua vez, o bloco sulista, onde a agricultura e a pecuária tem um peso considerável, quer que os europeus reduzam as ajudas nesse setor para que seus produtos ganhem competitividade na Europa.

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