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18/05/2010 - 10h05 / Atualizada 18/05/2010 - 11h32

América Latina e Europa tentam se consolidar como sócios globais

Madrid, Espanha, 18 Mai 2010 (AFP) -Os líderes da América Latina e da União Europeia (UE) abriram nesta terça-feira, em Madri, sua VI cúpula birregional com o objetivo de se consolidar como sócios globais, em uma conjuntura de vigor latino-americano e de grave crise no Velho Continente.

"A UE e a América Latina são sócios globais ante desafios globais", afirmou o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, na cerimônia de inauguração da cúpula realizada num dos pavilhões da Feira de Madri.

Durante a cúpula, que inclui duas sessões plenárias, os líderes dos 60 países da UE e da América Latina aprovarão uma declaração política e criarão uma fundação e um instrumento de financiamento econômico.

Em uma demonstração da vontade de conseguir avanços reais, a UE e a América Latina anunciaram antes da abertura oficial do encontro um acordo para um tratado de livre comércio, depois de vários dias de intensas negociações.

Esta notícia se soma à retomada, na segunda-feira, das discussões entre europeus e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) com o mesmo objetivo, depois de mais de cinco anos de paralisia. Peru e Colômbia assinarão na quarta-feira com a UE seus respectivos acordos de livre comércio.

Chile e México eram os únicos países latino-americanos que até agora tinham TLC com os 27.

O forte impacto da crise econômica mundial no Velho Continente parece ser a oportunidade para os latinos-americanos inverterem os papeis e não apenas ouvirem lições da UE.

A região oferece, além disso, uma taxa de crescimento invejável para as anêmicas economias europeias. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o PIB latino-americano crescerá 4% este ano, contra 0,9% previsto para a Eurozona.

A UE é o segundo sócio comercial da América Latina atrás dos Estados Unidos e seu maior investidor, com um total de 312 bilhões de dólares de investimento direto, segundo cifras citadas na cúpula.

Em 2009, a América Latina registrou um superávit comercial de 8,5 bilhões de euros (10,5 bilhões de dólares) em suas transações com a UE, segundo dados da agência Eurostat.

Entre os convidados ao encontro, destacam-se as ausências, do lado europeu, do novo primeiro-ministro britânico David Cameron e do chefe do Conselho italiano, Silvio Berlusconi e, do lado latino, do venezuelano Hugo Chávez e do cubano Raúl Castro.

Além de discussões envolvendo questões políticas como Haiti e Honduras, a cúpula de Madri tratará também de um tema de alta voltagem: o acordo entre Irã, Turquia e Brasil para o enriquecimento de urânio nuclear.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem previsto reunir-se nesta terça-feira com o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan para falar desse acordo recebido com ceticismo pelas grandes potências ocidentais.

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