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18/05/2010 - 14h21 / Atualizada 18/05/2010 - 14h22

EUA, Rússia e China apoiam a aplicação de sanções contra o Irã

WASHINGTON, EUA, 18 Mai 2010 (AFP) -Os Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira que China e Rússia apoiaram o rascunho de um duro plano de sanções da ONU contra o Irã, apesar de Pequim ter afirmado apoiar o acordo assinado por Teerã para evitar as medidas.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que o rascunho circularia nesta terça-feira na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que inclui Brasil e Turquia, os dois países que fecharam o acordo com o Irã para envio da maior parte do urânio enriquecido do país ao exterior.

Clinton afirmou que Estados Unidos, China e Rússia - três membros permanentes do Conselho de Segurança, com poder de veto - fecharam um acordo, depois de a China ter demonstrado alguma relutância.

Washington vem trabalhando com as duas potências "no rascunho de novas resoluções que imponham sanções ao Irã, e hoje estou feliz de anunciar que conseguimos chegar a um acordo para um rascunho de um plano 'duro' com a cooperação de Rússia e China", disse Hillary.

"Este anúncio é a resposta mais convincente que pudemos dar frente aos esforços feitos em Teerã nos últimos dias", disse a secretária de Estado ao Comitê de Relações Exteriores do Senado.

Hillary reiterou que Washington levantou "um número de questões não respondidas" sobre o acordo tripartite fechado na segunda-feira, mas cumprimentou o que ela chamou de "esforços sinceros" por parte de Turquia e Brasil.

Para Washington, a questão principal é se o Irã pretende continuar enriquecendo urânio.

Hillary afirmou que Washington e seus aliados "estão pedindo à comunidade internacional a criação de fortes sanções que irão, na nossa visão, enviar uma mensagem clara sobre o que é esperado do Irã".

O Ocidente teme que o programa nuclear iraniano seja um disfarce para um programa com objetivo de obter a bomba atômica. Teerã nega esta tese, afirmando que o plano tem uso energético e é pacífico, insistindo que tem direito em promovê-lo.

Mais cedo, a China afirmou apoiar o acordo assinado pelo Irã com a Turquia e Brasil para trocar seu urânio levemente enriquecido por urânio altamente enriquecido no território turco, um acordo com o qual Teerã esperava evitar sanções da ONU.

"Nós apoiamos esse acordo", afirmou o porta-voz do ministro de Relações Exteriores chinês, Ma Zhaoxu. "Nós esperamos que isso ajude a promover um acordo pacífico no que se refere ao tema nuclear iraniano."

O Conselho de Segurança da ONU irá reunir-se às 20h00 GMT (17h00 de Brasília) nesta terça-feira para avaliar o tema.

O acordo de segunda-feira prevê que o Irã deposite 1.200 kg de urânio levemente enriquecido na Turquia em troca de combustível enriquecido a 20% para seu reator nucelar de pesquisas.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu nesta terça-feira que a comunidade internacional apoiasse o acordo, o qual seu ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, alertou que poderia ser prejudicado com as conversas sobre sanções.

Mas o presidente francês, Nicolas Sarkozy, cujo país, junto com a Inglaterra, ocupa vaga de membro permanente do Conselho de Segurança, afirmou que apesar de significar um "passo positivo", o acordo precisaria ser acompanhado de uma interrupção do enriquecimento de urânio feito no Irã.

Teerã afirmou nesta terça-feira esperar uma resposta rápida das potências mundiais sobre o acordo, classificado por um jornal estatal iraniano como um "xeque-mate" contra os esforços americanos por novas sanções.

Segundo o Ministério de Relações Exteriores iraniano, o Irã notificará a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) do acordo em um documento escrito em até uma semana.

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