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19/05/2010 - 16h40 / Atualizada 19/05/2010 - 16h40

Brasil e Turquia pedem ao Conselho de Segurança que evite sanções contra o Irã

BRASÍLIA, 19 Mai 2010 (AFP) -Brasil e Turquia pediram nesta quarta-feira ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que evite adotar sanções contra o Irã por seu programa nuclear, em uma carta conjunta assinada pelos chanceleres de ambos os países, informou o Ministério Brasileiro das Relações Exteriores.

"Brasil e Turquia estão convencidos de que é o momento de dar uma chance às negociações e evitar medidas que sejam prejudiciais a uma solução pacífica para esta questão", indica a carta assinada pelo ministro Celso Amorim e por seu colega turco Ahmet Davutoglu.

A solicitação ocorre um dia depois de o Conselho de Segurança da ONU ter recebido um projeto de novas sanções contra o Irã impulsionado pelos Estados Unidos e apoiado por China e Rússia, segundo Washington.

Brasil e Turquia chegaram a um acordo com o Irã na segunda-feira no qual Teerã se compromete a entregar a Ancara 1.200 kg de urânio levemente enriquecido em troca do fornecimento, em um prazo de um ano, de 120 kg de urânio enriquecido a 20% para um reator nuclear de pesquisas.

O acordo, considerado uma vitória diplomática por Brasil e Turquia, foi recebido com frieza pelas potências nucleares, que consideram que não inclui todas as exigências apresentadas anteriormente ao Irã sobre seu programa nuclear.

O Irã anunciou horas mais tarde de assinado o pacto que continuará enriquecendo urânio em seu território.

Brasil e Turquia intensificaram os apelos à negociação no caso iraniano, sobretudo depois do anúncio de um novo projeto de sanções contra Teerã.

Se não houver negociações "tudo voltará para trás", advertiu nesta quarta-feira o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em Madri, antes da apresentação da carta assinada por seu chanceler e pelo da Turquia.

Nesse documento que acompanha o envio da declaração conjunta assinada pelos três países na segunda-feira em Teerã sobre o acordo tripartite de troca de urânio, os dois ministros manifestam a sua esperança de que as potências ocidentais adotem a via do "diálogo" para abordar este tema.

"Temos plena confiança de que o P5 mais 1 vai revisar a declaração conjunta com o objetivo de pavimentar o caminho para abastecer o TRR (reator nuclear de pesquisas para o qual o Irã assegura que precisa de urânio enriquecido) de forma mais eficiente e efetiva, e considerando os temas relacionados ao programa nuclear iraniano e a questões mais amplas de preocupação mútua, por meio do diálogo construtivo", ressaltam os ministros.

O P5+1 é o grupo com mandato do Conselho de Segurança para abordar a questão nuclear iraniana, formado por Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França, as cinco potências com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, junto com a Alemanha.

Esses países suspeitam que o Irã tente obter a arma atômica -algo que o Irã nega- e promoveram vários pacotes de sanções desde 2006 contra a República Islâmica, depois que em 2005 reiniciara suas atividades nucleares.

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