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19/05/2010 - 06h22 / Atualizada 11/06/2010 - 14h06

Manifestantes anunciam fim dos protestos, mas confrontos prosseguem

Bangcoc, Tailândia, 19 Mai 2010 (AFP) -O Exército da Tailândia anunciou nesta quarta-feira o fim da operação executada para esvaziar o bairro de Bangcoc ocupado pelos "camisas vermelhas", mas à tarde os confrontos prosseguiam na área, mesmo depois dos líderes das manifestações terem anunciado o fim dos protestos.

"As autoridades interromperam as operações", anunciou o porta-voz do Exército, Sunsern Kaewkumnderd.

Ele disse ainda que a "zona vermelha" estava sob controle militar, enquanto o ministério da Defesa anunciou que um toque de recolher será imposto das 20H00 às 6H00.

Apesar do anúncio, a Bolsa de Bangcoc e vários centros comerciais foram incendiados à tarde na capital da Tailândia.

As chamas atingiram inclusive o Central World, um dos maiores centros comerciais da cidade, que estava fechado há várias semanas.

Os líderes dos "camisas vermelhas" pediram mais cedo dispersão dos opositores, encerrando assim os protestos iniciados em março em Bangcoc.

"Encerramos agora nossas manifestações", declarou Nattawut Saikuar, um dos principais nomes das manifestações antigovernamentais.

"Sei que para alguns de vocês é inaceitável e que alguns não querem nem ouvir falar disso, mas não podemos resistir", completou.

"Vamos trocar nossa liberdade pela segurança de vocês. Fizemos tudo que era possível. Peço a todos que voltem para casa", completou.

Nattawut e pelo menos outros três líderes dos manifestantes caminharam em seguida para o quartel-general da Polícia Nacional, onde se entregaram às forças de segurança.

A rendição dos manifestantes foi uma consequência da operação do Exército na zona ocupada. Pelo menos cinco pessoas, incluindo um jornalista italiano, morreram nos confrontos desta quarta-feira.

Os "camisas vermelhas" iniciaram o movimento em meados de março para exigir a renúncia do primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, e a convocação de eleições legislativas antecipadas.

Desde então, mais de 70 pessoas morreram e mais de 1.700 foram feridas nos distúrbios.

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