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22/05/2010 - 12h16 / Atualizada 22/05/2010 - 12h59

Acordo do Irã com Brasil e Turquia permitiu "clarear" a situação, afirma ministro francês

Em Istambul

O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, em visita a Istambul, saudou a Turquia e o Brasil pelo fato de terem "tentado" encontrar uma solução para a questão do programa nuclear iraniano, considerando que a iniciativa foi reveladora e permitiu "esclarecer" um pouco a situação.

Numa entrevista à imprensa, após um encontro com o ministro turco Ahmet Davutoglu, paralelamente a uma conferência sobre a Somália, Kouchner afirmou, no entanto, que a proposta sobre o enriquecimento do urânio de Teerã no exterior não foi senão "resposta parcial ao pedido feito em outubro ao Irã pela Agência Internacional de Energia Atômica" (AIEA).

"Caberá à AIEA responder", destacou.

"Não pude deixar de constatar que, no dia seguinte ao acordo assinado, houve uma declaração iraniana relacionada a prosseguir com o enriquecimento a 20%, além de um acordo entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança sobre um projeto de resolução, envolvendo sanções".

"Que tenham razão ou não, eles (brasileiros e turcos) foram bons (...) Não sei se isso mudará a resposta, mas a História registrará que eles tentaram", comentou, prestando explicitamente homenagem ao presidente Lula da Silva e ao primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, assim como a seus ministros de Relações Exteriores.

"Que isso impeça a resolução do Conselho de Segurança, não acredito. Que a acelere? Talvez, mas estou certo de que a iniciativa serviu para clarear um pouco as coisas", disse ele, felicitando-se com "o compromisso tomado visando a diminuir o clima de tensão e a não provocar tumulto numa região que precisa disso, o Oriente Médio".

Segundo a imprensa brasileira deste sábado, o presidente dos EUA, Barack Obama, havia estimulado o presidente Lula a procurar um entendimento com Teerã, em carta enviada 15 dias antes, dizendo que 'uma decisão iraniana de expedir 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país reduziria as tensões regionais". Mas o presidente americano também alertava de que os Estados Unidos insistiriam na aprovação de sanções.

Kouchner observou ainda neste sábado, em Istambul, que havia também "uma outra forma de fazer (baixar a tensão na região): a criação de um Estado palestino".

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