UOL Notícias Notícias
 
24/05/2010 - 09h51 / Atualizada 24/05/2010 - 11h21

EUA e China devem trabalhar juntos na crise coreana, defende Hillary


Em Pequim (China)

A secretária de Estado americana Hillary Clinton afirmou nesta segunda-feira, em Pequim, que China e Estados Unidos devem trabalhar juntos para solucionar a crise na península coreana, depois do ataque de Pyongyang contra uma converta norte-americana.

"A Coreia do Norte é uma preocupação urgente", afirmou Hillary na abertura do "Diálogo estratégico e econômico" sino-americano de dois dias, que teve início nesta segunda-feira, em Pequim.

"No ano passado pudemos trabalhar juntos para que se vote e implemente uma resolução forte do Conselho de Segurança da ONU (...) Hoje estamos confrontados com um novo desafio", afirmou a chefe da diplomacia americana.

"Devemos novamente trabalhar juntos para fazer frente ao desafio (...) visando à paz e à estabilidade na península coreana", lançou, dirigindo-se aos dirigentes chineses.

O presidente Barack Obama ordenou a revisão da política de Washington em relação à Coreia do Norte e aprovou a ideia de aplicar sanções para apoiar seu aliado Coreia do Sul ante qualquer agressão de Pyongyang, segundo indicou a Casa Branca.

"Esta revisão visa a assegurar que tomemos as medidas apropriadas e identifiquemos zonas onde seja necessário realizar ajustes", afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, em um comunicado por escrito.

Entre essas medidas, a Casa Branca considera apropriada a aplicação de sanções a Pyongyang.

Os Estados Unidos e outras potências ocidentais condenaram o ataque, mas a China, por sua vez, recebeu com frieza as conclusões da comissão investigadora internacional, limitando-se a pedir cautela a ambas as partes.

Hillary declarou ainda que os Estados Unidos "trabalham duro para evitar uma escalada" na península coreana.

"Os norte-coreanos criaram uma situação extremamente precária na região, uma situação que cada país vizinho imediato ou próximo da Coreia do Norte compreende que deve ser circunscrita", acrescentou Hillary, que na quarta-feira vai a Seul.

Hillary Clinton assinalou, por outra parte, que deseja que a Coreia do Norte respeite seus compromissos em termos de desnuclearização e pediu novamente a Pyongyang a "que ponha fim a suas provocações".

A corveta de 1.200 toneladas explodiu e naufragou em 26 de março passado, matando 46 marinheiros, quando se deslocava na zona da ilha de Baengnyeong, no Mar Amarelo, na fronteira marítima com a Coreia do Norte.

Uma investigação internacional sobre o naufrágio da "Chenoan" revelou que o navio foi torpedeado por um submarino norte-coreano.

Pyongyang negou as acusações e afirmou que Seul fabricado provas de seu envolvimento no caso. Além disso, afirmou que os dois países estão 'perto de uma guerra'.

 

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    0,40
    3,279
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    0,95
    63.257,36
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host