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26/05/2010 - 16h17 / Atualizada 26/05/2010 - 16h34

FMI elogia medidas de austeridade adotadas pela Itália

milão, Itália, 26 Mai 2010 (AFP) -O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou nesta quarta-feira as medidas aprovadas pelo governo conservador de Silvio Berlusconi, reiterando a necessidade de "medidas estruturais mais ambiciosas" para fomentar o crescimento econômico.

"Saudamos o pacote de medidas fiscais destinadas a reduzir o déficit a menos de 3% do PIB antes del 2012", anunciou a direção do FMI em comunicado.

Para a entidade, é preciso "reduzir o fardo" da dívida.

O governo italiano liderado por Silvio Berlusconi aprovou na terça-feira um plano de austeridade, no montante de 24 bilhões de euros (US$ 20 bilhões) para os próximos dois anos, voltado para sanear as finanças públicas do país, em meio à crise de confiança pela qual passa a Europa.

Embora a Itália tenha conseguido limitar o aumento do déficit público a 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2009, o governo não quis lançar um plano específico este ano, apesar de sua dívida ser uma das mais altas do mundo, representando 115,8% do PIB ano passado.

Para o FMI, a Itália deve realizar uma série de reformas no setor da justiça e trabalho para estimular a produtividade e baixar os custos.

Berlusconi defendeu o plano de austeridade nesta quarta-feira, em entrevista à imprensa, explicando aos italianos que se trata de "sacrifícios indispensáveis" para defender o euro e "salvar o futuro da Itália".

Já o maior sindicato da Itália, CGIL, anunciou a organização de uma greve geral em junho para protestar contra o pacote do governo.

O severo plano de austeridade afeta duramente o funcionalismo público italiano, que terá os salários congelados por três anos.

O sindicato convocou manifestação em Roma para 12 de junho.

Para Berlusconi, são medidas "equilibradas e inevitáveis" uma vez que os gastos públicos representam "custo insustentável".

A contratação de novos funcionários para a administração pública estará bloqueada, e os ministérios reduzirão seus gastos em 10%.

Entre as medidas mais aceitas estão o corte nos salários de ministros e funcionários de alto escalão.

O governo de centro-direita modificará o tempo para a solicitação de aposentadoria, o que obligará muitos trabalhadores a permanecer em seus postos de trabalho por vários meses.

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