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27/05/2010 - 15h09 / Atualizada 27/05/2010 - 15h11

Economia americana está frágil para enfrentar crise grega

WASHINGTON, 27 Mai 2010 (AFP) -O crescimento econômico dos Estados Unidos no primeiro trimestre foi revisado para baixo nesta quinta-feira, o que faz crescer os temores de que o país esteja debilitado para enfrentar as repercussões da crise da dívida na Europa.

O Departamento do Comércio estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre cresceu a um ritmo de 3% ao ano em relação ao quarto trimestre de 2009, cifra menor que os 3,2% estimados anteriormente.

A revisão para baixo surpreendeu muitos analistas, que prognosticavam que o PIB cresceria 3,3%.

"É uma recuperação bastante fraca, que está lutando contra o vento", disse Joel Naroff, da consultoria Naroff Economic Advisors.

"Será difícil crescer rapidamente em um momento em que a economia tem de superar uma limitada oferta de crédito, uma modesta recuperação doméstica, altas taxas de desemprego e, como consequência, a perda de confiança do consumidor, além da incerteza na Europa", completou.

Em visita nesta quinta-feira a Berlim, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, advertiu que seu país não pode ser a única locomotiva do crescimento mundial no futuro.

A baixa estimativa do PIB americano mostra a fragilidade da recuperação em relação a que geralmente é constatada após fortes recessões, e funcionários do governo e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manifestaram sua preocupação de que os problemas da Europa afetem o crescimento nos Estados Unidos.

O último sinal dessa inquietação foi demonstrado pelo próprio Geithner, que pediu na quarta-feira que os países europeus atuem rapidamente para acalmar os mercados.

O Departamento do Comércio indicou que a queda de 0,2% ponto percentual em relação à primeira estimativa de 30 de abril ocorre principalmente por conta do aumento das importações e a um menor gasto dos consumidores.

Foi o terceiro trimestre consecutivo de expansão desde meados de 2009, quando a maior economia mundial completou um ano de retração, graças à recuperação impulsionada por medidas de apoio sem precedentes por parte do governo e do Fed.

O PIB registrou forte aumento de 5,6% no quarto trimestre de 2009, depois de um crescimento de 2,2% dos três meses anteriores.

Por isso, é "preocupante" a fraca estimativa para o PIB feita nesta quinta-feira, disse a analista Augustine Faucher, da consultoria Moody's Economy.com.

"Com uma taxa de desemprego de 9,9% em abril, é necessário um crescimento sustentado do PIB que esteja acima de 3% para que vejamos uma melhora significativa no mercado de trabalho, e parece que ainda temos alguns trimestres pela frente" para alcançar essa meta, disse Faucher.

A economia americana perdeu mais de 8 milhões de postos de trabalho desde dezembro de 2007, quando entrou em sua pior recessão desde os anos 1930.

Espera-se que os altos níveis de desemprego persistam, mesmo que a recuperação tome impulso, já que os empregadores continuam relutantes em fazer novas contratações.

A insegurança no mercado de trabalho tem pesado sobre os gastos dos consumidores, que geralmente representam dois terços do crescimento econômico.

O último relatório semanal do desemprego, divulgado nesta quinta-feira, mostrou uma tendência de queda, mas a um ritmo menor que o esperado pela maioria dos analistas.

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