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28/05/2010 - 09h45 / Atualizada 28/05/2010 - 10h34

Êxito da operação para tapar vazamento só será conhecido em 48 horas, diz BP

Em Washington

O êxito da operação para tapar o vazamento de petróleo no Golfo do México só será conhecido dentro de 48 horas, informou nesta sexta-feira (28) o diretor da petrolera British Petroleum (BP), Tony Hayward.

Chefe da BP admite pela primeira vez que vazamento de óleo é "catástrofe ambiental"

O executivo-chefe da British Petroleum (BP), Tony Hayward, admitiu pela primeira vez hoje (28) que o vazamento de petróleo que atinge o Golfo do México, na costa dos Estados Unidos, é uma "catástrofe ambiental". Em declarações anteriores, o executivo afirmava que o impacto ambiental seria "modesto". Trata-se do pior vazamento da história dos Estados Unidos, superando o do navio-tanque Exxon Valdez, que despejou mais de 4o milhões de litros no Alasca em 1989.

A companhia tenta atualmente selar o vazamento com lama e concreto, mas os resultados demorarão umas 48 horas para serem comprovados, segundo Hayward.

O chefe de operações da BP, Doug Suttles, em coletiva de imprensa na véspera, afirmou que operação para tapar o vazamento continuará por 24 horas ou mais.

"Devo dizer que esta operação continua. Está sendo realizada de acordo com nosso plano e, provavelmente, continuará por ao menos 24 horas", disse Suttles.

Mais cedo, a Guarda Costeira havia anunciado que a British Petroleum conseguiu deter o vazamento, após realizar uma complexa operação de selagem, advertindo, porém, que ainda era preciso esperar para ver se a tubulação manteria a estabilidade.

"Conseguiram estabilizar o fluxo e estão bombeando barro para dentro. Foi detida a saída de hidrocarbonetos", declarou o comandante da Guarda Costeira, Thed Allen, à rádio WWL First News.

Allen não declarou o sucesso da operação, mas disse que há uma avaliação positiva da última tentativa da BP de interromper o vazamento de petróleo, que está causando uma catástrofe ecológica na costa americana.

Três embarcações da BP bombearam lodo em alta pressão na tubulação quebrada para deter o fluxo de petróleo e de gás, antes de selá-la com cimento. Essa operação nunca havia sido realizada a 1.500 metros de profundidade.

Allen explicou que a BP estava agora "observando e esperando para ver como a tubulação se estabiliza".

O maré negra provocada pelo vazamento já contamina 160 km da costa da Louisiana.

A plataforma de petróleo Deepwater Horizon, operada pela BP, afundou em alto mar no dia 20 de abril, depois de explodir, matando 11 funcionários.

O governo investiga as circunstâncias do acidente que provocou um dos piores vazamentos de óleo registrados nos Estados Unidos.

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