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31/05/2010 - 17h45 / Atualizada 31/05/2010 - 18h24

Conselho de Segurança da ONU condena ataque de Israel e pede fim do bloqueio a Gaza

Em Nova York

Os membros do Conselho de Segurança da ONU deploraram nesta segunda-feira (31) o ataque israelense contra uma frota humanitária destinada aos palestinos e pediram o fim do bloqueio contra Gaza.

Em declarações individuais antes de um eventual pronunciamento oficial do Conselho de Segurança, seus 15 membros tomaram a palavra, quase todos para condenar o ataque israelense que matou uma dezena de pessoas.

"Está mais claro do que nunca que as restrições israelenses ao acesso a Gaza têm de ser levantadas, tal como exige a resolução 1860 do Conselho de Segurança", disse o representante da Grã-Bretanha, Mark Lyall Grant.

Segundo Grant, "o atual bloqueio é inaceitável e contraproducente". França, Rússia e China - também membros permanentes com direito a veto - pediram o fim do bloqueio e uma investigação independente da tragédia.

Os Estados Unidos - tradicionais aliados de Israel que geralmente utilizam seu poder de veto na ONU para apoiar o Estado hebreu - não falaram especificamente sobre o fim do embargo a Gaza, mas pediram ao menos para aliviá-lo.

"Vamos continuar pedindo diariamente aos israelenses que ampliem o espectro de bens e víveres autorizados a entrar em Gaza, para atender toda a gama de necessidades humanitárias da população", disse Alejandro Wolff, embaixador adjunto dos Estados Unidos nas Nações Unidas.

No entanto, para o representante de Israel, Daniel Carmon, "não há crise humanitária em Gaza". "Apesar de os meios de comunicação apresentarem a frota como uma missão humanitária para entregar ajuda a Gaza, ela não tinha nada de humanitário", assegurou.

"Não eram ativistas pacíficos nem mensageiros da boa vontade", comentou o diplomata israelense. "Utilizaram cinicamente uma plataforma humanitária para enviar uma mensagem de ódio e implementar a violência", completou.

O secretário-adjunto da ONU para Assuntos Políticos, o argentino Oscar Fernández Taranco, apresentou um relatório oral sobre a situação.

Disse que "ao menos 10 pessoas foram mortas e pelo menos 30 ficaram feridas" na frota integrada por ativistas de diversos países, e que "ao menos seis militares israelenses ficaram feridos".

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