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01/06/2010 - 16h00 / Atualizada 01/06/2010 - 16h52

Desemprego volta a bater recorde na zona do euro

BRUXELAS, 1 Jun 2010 (AFP) -O índice de desemprego na Eurozona registrou uma leve alta em abril, atingindo 10,1% da população ativa contra 10% em março, o que representa uma novo recorde desde a criação deste espaço monetário de 16 países criado em 1999, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira.

A taxa de desemprego da zona euro permanecia estável em 10% desde fevereiro, o que já constituía um recorde desde a criação da moeda única, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira pela agência europeia de estatísticas Eurostat.

Em abril, a região tinha 15,86 milhões de pessoas à procura de emprego.

Na União Europeia (UE, integrada por 27 países, incluindo os 16 da zona euro), o desemprego permaneceu em 9,7% da população economicamente ativa, mesmo índice registrado em março.

Em abril, a UE tinha 23,311 milhões pessoas em busca de trabalho.

Em toda a UE, apenas a Alemanha registrou uma redução da taxa de desemprego em um ano, passando de 7,6% para 7,1%.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira pela Agência Federal alemã para o Emprego, a Alemanha registrou em maio seu mais baixo nível de desemprego desde 1992, favorecido pela reativação da primavera (hemisfério norte).

Essa agência anunciou que a taxa de desemprego bruta caiu em maio para 7,7% da população ativa contra 8,1% em abril. No total, 3,24 milhões de pessoas estão em busca de trabalho, ou seja, 165.000 pessoas em menos em um mês, destacou a agência.

As contratações na Alemanha são reativadas tradicionalmente depois do inverno, em especial as atividades ao ar livre, como a construção. Por outro lado, as medidas de desemprego parcial continuam sustentando o mercado de trabalho na maior economia europeia.

No entanto, mesmo com os índices corrigidos por suas variações sazonais, houve menos 45.000 pessoas sem emprego entre abril e maio.

As repercussões da crise econômica do ano passado "são limitadas", considerou a ministra do Trabalho, Ursula von der Leyen. A Alemanha registrou uma recessão de 4,9% em 2009, a pior crise de sua história desde o pós-guerra. O mercado de trabalho reage sempre com defasagem em relação aos acontecimentos econômicos. Os especialistas temiam uma escalada do desemprego este ano.

No entanto, na Itália, o índice de desocupação subiu de 8,8% da população ativa em março para 8,9% em abril, um recorde desde o quarto trimestre de 2001, segundo uma estimativa provisória da agência oficial Istat, também divulgada nesta terça-feira.

Em abril, havia na Itália 2,22 milhões de pessoas em busca de trabalho, com um aumento de 21.000 em relação a março e de 372.000 em comparação a abril de 2009, quando a taxa de desocupação era de 7,4% da população economicamente ativa.

Na Espanha, país afetado pelo déficit que no ano passado superou 11% do PIB, a taxa de desemprego supera 20% -contra 8% antes da crise- com 4,6 milhões de trabalhadores sem emprego no primeiro trimestre do ano, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

O governo socialista espanhol anunciou na segunda-feira que elaboraria uma reforma do mercado de trabalho antes de junho, algo que vem negociando há meses com os sindicatos e os empresários sem chegar a acordos, o que representa uma das medidas de seu plano de austeridade destinado a dar confiança aos mercados.

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