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01/06/2010 - 19h10 / Atualizada 01/06/2010 - 20h08

EUA abrem investigação judicial sobre vazamento de petróleo

NOVA ORLEANS, EUA, 1 Jun 2010 (AFP) -O governo americano abriu uma investigação na Justiça civil e penal sobre o vazamento de petróleo que continua ocorrendo no Golfo do México, num momento em que a companhia BP - cujo poço originou o desastre ambiental - começou nesta terça-feira uma nova operação para tentar revertê-lo.

"Faremos cair todo o peso da lei sobre quem a violou", afirmou o procurador-geral de Justiça americano, Eric Holder. "Não descansaremos até fazer justiça", disse à imprensa em Nova Orleans, Louisiana (sul do país).

A investigação está em curso "há algumas semanas", completou, recusando-se a especificar quais acusações serão feitas e a que réus.

O presidente americano, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira tornar legalmente responsáveis os culpados pela "catástrofe".

"Se nossas leis foram violadas (...) prometo solenemente fazer os responsáveis comparecerem diante da Justiça, em nome das vítimas desta catástrofes e dos habitantes da região do Golfo", disse em um discurso na Casa Branca.

Enquanto isso, os engenheiros da British Petroleum (BP) preveem, agora, colocar um funil com o propósito de recuperar o petróleo que vaza a 1.500 metros de profundidade e armazená-lo em um barco na superfície.

Bob Dudley, diretor da BP, disse à CNN que "uma serra de diamante fará um corte (no oleoduto danificado) na abertura do poço", e que posteriormente será instalado um funil para recolher o petróleo que vaza há seis semanas.

O diretor de exploração da BP, Doug Suttles, disse esperar que a empresa possa instalar o funil nas "próximas 24 horas".

"Se tudo sair bem, nas próximas 24 horas poderemos conter" o vazamento, disse Suttles em coletiva de imprensa realizada na Louisiana.

Segundo as estimativas do governo americano, já foram jogados no mar de 72 a 113 milhões de litros de petróleo desde a explosão de 20 de abril na plataforma "Deepwater Horizon", que afundou dois dias depois.

Carol Browner, principal assessora de Barack Obama em questões de energia e mudança climática, advertiu que existe risco real de a nova operação aumentar - ao menos temporariamente - em 20% o volume de derramamento no Golfo.

Para acabar com o derramamento de petróleo, a empresa terá de esperar até agosto, quando será concluída a colocação de poços de auxílio que se presume aliviarão o poço danificado, através da sucção do petróleo e gás que vazam dele, informaram tanto o governo como os diretores da BP.

Esses poços de auxílio começaram a ser perfurados no início de maio. O primeiro deverá estar pronto "em meados de agosto", explicou Carol Browner à CNN.

A estes desafios técnicos agrega-se o início da temporada de furacões nesta terça-feira, que os especialistas preveem particularmente ativa. A temporada vai até 30 de novembro.

"Se os furacões chegarem ao Golfo do México, a embarcação (encarregada de recolher o petróleo) não poderá permanecer no local, o que quer dizer que o vazamento não poderá ser atenuado", disse.

Em caso de furacão, o vento poderá empurrar o petróleo para longe, até o interior dos manguezais de Lousiana e afetar o frágil ecossistema local.

Mas "os fortes ventos e o mar agitado poderão diluir o petróleo e acelerar assim sua biodegradação", escreveram responsáveis da BP e agências públicas.

As autoridades dizem que até agora encontraram 227 tartarugas e 29 golfinhos mortos nos estados costeiros do Golfo do México, volume maior que a média para a estação. Ao menos um golfinho e uma tartaruga tinham sido atingidos pelo petróleo.

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