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02/06/2010 - 14h19 / Atualizada 02/06/2010 - 14h22

Cameron considera ataque a flotilha 'completamente inaceitável'

LONDRES, 2 Jun 2010 (AFP) -O primeiro-ministro britânico David Cameron considerou nesta quarta-feira que o ataque israelense efetuado na segunda-feira contra uma flotilha internacional com destino a Gaza era "completamente inaceitável".

"Devemos ser claros em relação a isso, e devemos também lamentar a perda de vidas humanas", declarou Cameron durante a primeira sabatina a que foi submetido na Câmara dos Comuns depois de sua chegada ao poder em maio.

"Devemos assegurar que isso não aconteça nunca mais", disse o chefe de governo britânico, indicando que apresentou condolências por telefone ao primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan pelas vítimas turcas.

Segundo o Exército israelense, nove pessoas foram mortas e sete soldados ficaram feridos. Pelo menos quatro turcos foram mortos, de acordo com Ancara.

"Devemos fazer todo o possível através das Nações Unidas; a resolução 1860 é absolutamente clara sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio e de abrir Gaza", declarou Cameron.

A resolução 1860 foi adotada em janeiro de 2009, alguns dias após o início de uma ofensiva israelense em Gaza, que deixou mais de 1.400 mortos entre os palestinos e 13 do lado israelense.

"Os amigos de Israel - e eu próprio me considero um amigo de Israel - deveriam dizer aos israelenses que o bloqueio, na realidade, reforça o controle do Hamas sobre a economia e sobre Gaza, e que é de seu próprio interesse retirá-lo, permitindo a passagem de produtos essenciais", acrescentou.

Em uma declaração feita aos deputados britânicos em meio à sessão de perguntas, o ministro das Relações Exteriores William Hague ressaltou a "falta de preparação" da operação israelense.

"Unimos-nos à condenação internacional de uma operação que não foi de autodefesa, mas de defesa de uma política enfraquecida", frisou.

O Reino Unido está "muito preocupado com a captura de cidadãos britânicos em águas internacionais", também considerou Hague, indicando que 37 britânicos estavam na flotilha.

Ele pediu a Israel que "aja com retidão e em conformidade com suas obrigações internacionais" em Gaza, onde a situação é "inaceitável e não viável", considerou.

"As restrições em Gaza deveriam ser retiradas (...) porque isso é uma tragédia", acrescentou.

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