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06/06/2010 - 22h51 / Atualizada 06/06/2010 - 23h04

OEA inicia assembleia geral em Lima para tratar de armamentos na região

LIMA, 6 Jun 2010 (AFP) -A Organização dos Estados Americanos (OEA) iniciou na noite deste domingo em Lima sua 40ª Assembleia Geral Ordinária, com a presença de 33 chanceleres ou representantes dos países membros, convocados para debater o controle das armas na região e o retorno de Honduras ao organismo.

A Assembleia Geral foi inaugurada pelo presidente Alan García e pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que agradeceu "a confiança dos países membros" por tê-lo reeleito para mais cinco anos no cargo.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegará a Lima na noite de domingo e se somará na segunda-feira à sessão de chanceleres.

A ausência do chanceler Celso Amorim foi uma das mais notórias, apesar de sua presença em Lima ter sido anunciada pelos organizadores da OEA.

O secretário-geral da OEA defendeu em um discurso o retorno de Honduras à organização, alegando que isso "permitiria abordar melhor a situação dos direitos humanos nesse país".

"Honduras continua suspensa e nós continuamos trabalhando para sua restituição", afirmou, ressaltando que para muitos países da região o retorno está condicionado ao regresso a seu país como cidadão e sem problemas judiciais do presidente deposto Manuel Zelaya, que atualmente vive como exilado na República Dominicana.

Em relação ao controle de armas, que será abordado como parte do tema central da assembleia, "Paz, Cooperação e Segurança nas Américas", Insulza lembrou que a "América é a primeira região livre de armas nucleares do mundo".

O alto funcionário cumprimentou a iniciativa peruana de promover o tema do desarmamento, e enfatizou que a preocupação com "os gastos militares são parte importante da agenda da OEA".

"Para isso existem medidas de fomento da confiança e da segurança, registros completos de compra de armas e relatórios anuais", entre outras medidas, disse Insulza diante de García e dos chanceleres da reunião.

Apesar de existirem tratados sobre armamento, Insulza lamentou que apenas três países os tenham ratificado, afirmando que "gostaria que esses acordos fossem ratificados por todos os países e que fossem emitidos relatórios de aquisição de armas todos os anos".

O presidente García defendeu sua proposta de homologar os gastos militares e pediu uma maior transparência em uma região "onde a pobreza continua demandando maior investimento e as armas se converteram em ferro-velho".

"Se somos a região mais pacífica do mundo, para que compramos armas? É uma corrida insensata ver inimigos onde não há", afirmou García.

A cerimônia foi concluída com uma recepção das delegações participantes por parte do governo. A Assembleia Geral terá sua primeira sessão plenária no nível dos chanceleres na segunda-feira, mas também haverá sessões na terça-feira.

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