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09/06/2010 - 17h55 / Atualizada 09/06/2010 - 18h13

Morte de jovem com disparos de guarda americano gera protestos no México

CIUDAD JUAREZ, México, 9 Jun 2010 (AFP) -O governo mexicano reiterou sua reclamação perante os Estados Unidos pelo uso desproporcional da força por parte da Patrulha Fronteiriça, após o assassinato de um adolescente perto de uma passagem limítrofe, que gerou indignação em políticos e moradores da região nesta quarta-feira.

A chanceler Patricia Espinosa disse que o México mantém "a insistência de que se faça uma investigação exaustiva" e seguirá de perto os avanços da investigação pela morte do adolescente sob uma ponte fronteiriça sobre o rio Bravo, na conturbada Ciudad Juárez, vizinha de El Paso (Texas).

Vamos "nos manter muito próximos destas investigações para ter certeza de que estão sendo realizadas de forma exaustiva e objetiva para levar à justiça os responsáveis", afirmou a chanceler, ao se reunir, nesta quarta-feira, com governadores do estado em Ciudad Victoria (nordeste).

Os pais do adolescente asseguram que ele foi assassinado no território mexicano e que não tinha a intenção de passar para os Estados Unidos. O corpo ficou estirado do lado mexicano, debaixo da ponte onde, segundo seus companheiros, estava brincando, ao lado do rio que, neste trecho, é apenas um filete de água.

O departamento de Estado anunciou que lamentou o fato e anunciou que o guarda que fez os disparos foi afastado do cargo.

A versão inicial da Patrulha Fronteiriça é que um de seus membros disparou ao ser agredido a pedradas por pessoas que tentavam cruzar a fronteira. Estima-se que a cada ano 500.000 migrantes tentem entrar nos Estados Unidos pela fronteira de 3.200 km.

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