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10/06/2010 - 14h24 / Atualizada 10/06/2010 - 15h47

Após sanções, Irã ameaça diminuir vínculos com Agência de Energia Atômica da ONU

Em Teerã

O Irã ameaçou nesta quinta-feira (10) rever sua relação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), um dia depois de a ONU votar novas sanções e após a Rússia, sua tradicional aliada, congelar a venda de mísseis à República Islâmica.

Por enquanto, fontes diplomáticas indicam que Teerã divide-se entre o confronto e a conciliação com a comunidade internacional após seus dois principais aliados e membros permanentes do Conselho de Segurança, China e Rússia, terem abandonado o Irã para votar a favor de novas sanções.

A República Islâmica advertiu que poderia reduzir seus vínculos com a AIEA.

"O parlamento... votará no domingo uma lei prioritária que estipula a redução das relações com a AIEA", indicou Esmaeel Kosari, membro do Comitê de Segurança Nacional e Política Exterior do parlamento à agência Fars.

Este anúncio ocorre após o presidente Mahmoud Ahmadinejad encabeçar as críticas reações à quarta rodada de sanções, votada na quarta-feira pelo Conselho de Segurança.

Essas resoluções "devem ir para o lixo" e não "são capazes de afetar os iranianos", afirmou. Ahmadinejad havia ameaçado a suspensão de todas as relações com o grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França + Alemanha) se eles votassem por novas sanções.

Várias potências mundiais, com Estados Unidos à frente, suspeitam de que o Irã busca produzir uma bomba atômica através de seu programa de enriquecimento de urânio, o que Teerã nega, insistindo sobre o caráter pacífico de seu programa nuclear.

Nesta quinta-feira, Moscou congelou um contrato para a venda de mísseis de defesa antiaérea S-300 a Teerã, anunciou uma fonte do serviço federal de cooperação militar citada pela agência Interfax.

"A decisão do Conselho de Segurança da ONU deve ser aplicada por todos os países, e a Rússia não será uma exceção. É por isso que o contrato de entrega de mísseis terra-ar S-300 ao Irã será congelado", indicou a fonte.

Não houve confirmação oficial desta informação.

A Rússia concluiu este acordo há dois anos com o Irã, mas nunca entregou as armas, pressionada pelos Estados Unidos e Israel, que temem que os mísseis possam melhorar consideravelmente as capacidades de defesa antiaérea iranianas.

Nem os Estados Unidos, nem Israel, abriram a possibilidade de utilizar a força militar para evitar que o Irã desenvolva armas nucleares.

Apesar das sanções, as potências mantêm uma posição dual frente aos iranianos, combinando a pressão ao regime através de sanções e negociações.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a resolução põe "em marcha as sanções mais firmes que existiram para o governo iraniano enfrentar", mas acrescentou que "não fecham as portas à diplomacia".

Fontes diplomáticas indicaram que as sanções podem ser fortalecidas por medidas adicionais tomadas individualmente pelas potências.

"É preciso esperar que os Estados Unidos e a União Europeia imponham mais sanções unilaterais, o que prejudicará significativamente a economia" iraniana, disse um diplomata à AFP em Teerã.

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