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10/06/2010 - 16h07 / Atualizada 10/06/2010 - 16h21

Torcedores e colecionadores: álbum de figurinhas da Copa é sucesso

SANTIAGO, 10 Jun 2010 (AFP) -As figurinhas dos jogadores da Copa do Mundo da África do Sul despertam tal paixão na América Latina que se converteram em objeto de roubo, contrabando, e da tradicional troca com ares de transação financeira quando se trata das imagens mais cobiçadas.

O fenômeno, que nasceu das mãos da empresa italiana Panini na Copa do México-1970, completa 40 anos e segue levantando paixões entre pessoas de todas as idades, convertidas à religião dos colecionadores de figurinhas.

No Chile, Claudia Seco recorreu ao "contrabando", quando se juntou com três amigas e contactou um vendedor peruano pela internet para que ele enviasse a coleção completa de figurinhas. "Temos apenas a metade, as que todo mundo tem", explicou Seco à AFP.

A febre para conseguir as figurinhas restantes incentivou a chilena a buscar, junto com suas amigas, em outros mercados.

O problema é que no México e Chile, por problemas de direitos sobre as imagens, a Panini fabricou as figurinhas dos jogadores das respectivas seleções com um formato diferente, que não é adesivo e que mostra os jogadores em ação, e não em primeiro plano.

Isso representa outro desafio para os colecionadores que querem os dois times em ambos os formatos.

No Brasil, onde são produzidos os ansiados pacotinhos, o fenômeno foi mais longe e um grupo de homens armados roubou cerca de 40 mil figurinhas de um álbum da Copa nos arredores de São Paulo.

Os três ladrões assaltaram um caminhão quando era descarregado e, segundo as autoridades, levaram uma carga estimada em 21 mil reais.

A empresa italiana produziu cerca de 1 bilhão de pacotinhos a serem distribuídos em 110 países e, segundo Alejandro Schott, da Panini Chile, "as vendas em nível mundial foram muito maiores que o esperado".

Para Schott, a chave reside em "um grande trabalho da FIFA, que tornou o futebol um ótimo produto comercial, envolvendo todo o mundo", até o ponto em que os pais, para ajudar os filhos, trocam figurinhas nos locais de trabalho.

O furor pelo álbum inunda também as ruas de Montevidéu, onde os revendedores de figurinhas ficam nas principais avenidas da cidade, aproximadamente um por quadra, com um banco, uma caixa e as preciosas figurinhas.

Mas se, ainda assim, os fervorosos colecionadores se virem em um beco sem saída, têm a opção de comprar as últimas figurinhas mediante o envio de um cupom à empresa italiana, que torna possível a compra de um mínimo de 20 e um máximo de 50 cromos.

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