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11/06/2010 - 09h00 / Atualizada 11/06/2010 - 09h53

Ahmadinejad volta a atacar EUA e Israel depois de novas sanções contra o Irã

XANGAI, 11 Jun 2010 (AFP) -O presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad voltou a atacar nesta sexta-feira os Estados Unidos e Israel, 48 horas depois da aprovação de novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra seu país, que cada vez está mais isolado internacionalmente.

Ahmadinejad repetiu, durante uma visita ao pavilhão iraniano da Exposição Universal de Xangai, que as novas sanções apoiadas por todos os membros permanentes do Conselho de Segurança, entre eles Rússia e China, "são papel sem valor".

O presidente visitou o pavilhão de seu país durante o "Dia do Irã" na Expo de Xangai depois de participar em uma cúpula regional de segurança em Taskent, a capital do Uzbquistão, na qual estavam presentes os presidentes chineses Hu Jintao e russo Dimitri Medvedev. A visita de Ahmadinejad a Expo acontece num momento delicado das relações com a aliada China, que apoiou a iniciativa dos Estados Unidos de promover novas sanções.

Mas Ahmadinejad tentou nesta sexta-feira evitar críticas diretas a seu principal sócio comercial.

"O principal problema é a administração dos Estados Unidos e não temos problemas com os demais", assegurou ele aos jornalistas.

Mas não poupou críticas aos Estados Unidos, afirmando que Barack Obama cometeu um grave erro ao promover sanções na ONU ao invés de estabelecer vínculos amistosos com o povo iraniano.

"Creio que o presidente Obama cometeu um grave erro. Ele sabe que a resolução (do Conselho de Segurança da ONU) não terá efeito", afirmou à imprensa.

"Muito em breve ele se dará conta de que não fez uma boa escolha e que bloqueou a via para estabelecer vínculos amistosos com o povo iraniano".

Ahmadinejad acusou ainda os Estados Unidos de proteger Israel, que, segundo suas palavras, é um país condenado.

O presidente iraniano questionou os argumentos dos Estados Unidos para justificar as sanções. "Está claro que os Estados Unidos não são contra as bombas atômicas porque tem na região um regime sionista com bombas atômicas", declarou.

"Os Estados Unidos estão tentando salvar o regime sionista, mas o regime sionista não sobreviverá. Está condenado", enfatizou.

Também chamou de "instrumento ditatorial" o Conselho de Segurança da ONU, que votou as sanções contra seu país.

"Acabou o tempo da intimidação e da coerção", acrescentou.

Acusou ainda as potências nucleares de quererem monopolizar a tecnologia nuclear.

"As potências nucleares não deixam outros países utilizarem a energia nuclear, inclusive se for de forma pacífica. Algumas delas já utilizaram bombas destruidoras".

"Essas potências querem monopolizar a ciência e a tecnologia a fim de proteger seus interesses materiais", acusou.

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