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11/06/2010 - 13h53 / Atualizada 11/06/2010 - 14h01

Legislativas eslovacas: Os principais candidatos ao cargo de primeiro-ministro

BRATISLAVA, 11 Jun 2010 (AFP) -Robert Fico, líder do Smer-SD (esquerda) e atual premier, e Iveta Radicova, do partido de oposição SDKU-DS (direita), são os principais pretendentes ao cargo de primeiro-ministro eslovaco, nas legislativas deste 12 de junho.

Robert Fico, 45 anos, acusado de populismo e de demagogia por seus detratores, defende a manutenção de benefícios sociais.

"O povo eslovaco não causou a crise, não pode suportar o fardo", afirma Fico, primeiro-ministro desde 2006.

Jovem advogado, aderiu ao Partido Comunista pouco antes da "Revolução de Veludo" em 1989.

Robert Fico iniciou a carreira política nos anos 1990, no Partido da Esquerda Democrática (SDL, pós-comunista).

Esquecido durante a distribuição de cargos ministeriais após a entrada do SDL no governo, em 1998, fundou o Smer-SD (Direção) em 1999.

Tornou-se logo muito popular, graças a críticas feitas às reformas realizadas pelo gabinete de Mikulas Dzurinda (1998-2006). Às vezes dolorosas, estas reformas valeram, no entanto, à Eslováquia a reputação de "tigre da Europa Central".

Graças à vitória do Smer-SD nas legislativas de 2006, Fico participa do governo com os populistas do Movimento para uma Eslováquia independente (LS-HZDS) e o Partido Nacional Eslovaco (SNS), xenófobo.

Nascido em 5 de setembro de 1964 perto de Topolcany (oeste), este amador de leitura, cinema e esporte, aparece raramente com o filho e a esposa Svetlana, advogada e professora da Faculdade de Direito de Bratislava.

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A socióloga Iveta Radicova, 53 anos, substituiu em fevereiro de 2010 o ex-primeiro-ministro Mikulas Dzurinda no posto de líder eleitoral da União Democrática e Cristã eslovaca (SDKU-DS).

Ministra do Trabalho e das Relações Sociais, em 2005-2006, ela brigou pela presidência do país em abril de 2009, mas perdeu para Ivan Gasparovic.

Iveta Radicova se diz determinada a cultivar a política e a reabilitar a polidez durante o combate eleitoral, dominado até agora pelos homens, neste país muito conservador.

"A habilidade de ouvir constitui uma qualidae preciosa", diz ela que não aceita as críticas de alguns padres por sua recusa em condenar o aborto.

Eleita deputada cristã-democrata, em 2006, renunciou ao mandato parlamentar, após ter sido criticada por ter apertado o botão do aparelho de voto no lugar de uma colega ausente.

Nascida em 7 de dezembro de 1956 em Bratislava, fez os estudos na Universidade Comenius de Bratislava, depois, em Oxford.

Universitária, Radicova dá conferências em universidades na Eslováquia, nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Escandinávia e Áustria.

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