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12/06/2010 - 20h11 / Atualizada 12/06/2010 - 20h21

Eslováquia: partido no poder perde maioria

BRATISLAVA, 12 Jun 2010 (AFP) -Os partidos de centro-direita conquistam, segundo as pesquisas de boca-de-urna, a maioria parlamentar na Eslováquia após as eleições legislativas deste sábado, enquanto o partido de esquerda no poder, Smer-SD, do primeiro-ministro Robert Fico, se impõe com 29,7% dos votos.

Sete partidos conquistaram mais de 5% dos votos para ingressar no Parlamento, indica a pesquisa do Instituto Focus.

O Smer-SD, dirigido por Fico, obtém 51 cadeiras das 150 do Parlamento unicameral, segundo as estimativas do Instituto Focus.

Com os votos de seus aliados nacionalistas do Partido Nacional Eslovaco (SNS), a coalizão liderada pelo Smer-SD só alcança 61 cadeiras. O terceiro partido que forma parte da coalizão do governo, o LS-HZDS do ex-primeiro-ministro populista Vladimir Meciar, não alcançou 5% dos votos necessários para ingressar no Parlamento, indica o instituto.

Os partidos da oposição de centro-direita obtêm no total 89 cadeiras, segundo a mesma pesquisa.

A União Democrática e Cristã Eslovaca (SDKU-DS), de Iveta Radicova, conquistou 18,1% dos votos (31 cadeiras) e os liberais de "Liberdade e Solidariedade (SaS), de Richard Sulik, obtiveram 11,6% (20 cadeiras), segundo a mesma fonte.

Outros três partidos da oposição ingressam no Parlamento: o KDH, com 9,1% (16 cadeiras), e duas formações que representam a importante minoria húngara: Most-Hid, com 6,7% (11), e SMK, com 6,3% (11), segundo o Focus.

"Uma mudança essencial ocorreu na Eslováquia que vai se manifestar em todos os setores da política", estimou o analista Grigorik Meseznikov, diretor do Instituto de Assuntos Públicos, interrogado pela AFP.

Se este resultado se confirmar, trata-se do "regresso ao caminho iniciado em 1998, que conduziu à adesão na União Europeia e na Otan, assim como reformas de fundo", declarou.

A coalizão do primeiro-ministro viu-se fragilizada antes das eleições pelas graves suspeitas de financiamento ilegal de seu partido e por uma controversa doação de 17 mil euros dos fundos de emergência do Estado a uma esportista local, no momento em que o país se recupera de inundações devastadoras.

Membro da UE desde 2004 e da zona do euro desde 2009, a Eslováquia beneficiou-se durante um tempo da reputação de "tigre da Europa central", graças às audazes reformas do então primeiro-ministro Mikulas Dzurinda (1998-2006).

Mas agora sofre os efeitos da crise econômica, apesar de sua dívida pública, de 40% do PIB, estar muito abaixo do limite de 60% fixado pelos critérios de Maastricht.

"O novo governo deverá começar a economizar. Estes últimos quatro anos demonstraram que Fico, Merciar e Slota não são capazes", escreveu neste sábado o jornal Sme.

Os partidos da oposição fizeram campanha pondo no topo a necessidade de frear o endividamento.

"Temos uma imensa oportunidade para mudar o rumo, para que a Eslováquia volte a ser um 'tigre da Europa'", declarou Radicova ao votar próximo a Bratislava.

Os resultados oficiais serão publicados neste domingo.

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