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14/06/2010 - 15h55 / Atualizada 14/06/2010 - 16h12

Obama compara o impacto da maré negra a um 11 de setembro ecológico

GULFPORT, EUA, 14 Jun 2010 (AFP) -O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, comparou o desastre causado pela mancha de petróleo no Golfo do México a um 11 de setembro de 2001 ecológico, durante sua quarta visita à zona afetada pelo vazamento de petróleo, preparando-se para um pronunciando solene sobre a catátrofe, na quarta-feira.

Da mesma forma com que os ataques do 11 de setembro modificaram profundamente a política externa dos Estados Unidos, este desastre ecológico "vai nos levar a repensar nossa política ambiental e energética", estimou Obama, em entrevista concedida ao jornal Politico.

A tragédia mostra que é tempo de "fazer a transição" para novas fontes de energia, completou o presidente, cuja administração tenta fazer aprovar no Congresso uma lei de redução das emissões de gases de efeito estufa.

Mais de oito semanas após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, administrada pela companhia de petróleo British Petroleum, na costa de Louisiana, a prioridade imediata continua sendo a de fechar o poço de onde escoa petróleo a mais de 1,5 km de profundidade - objetivo que deve ser atingido em meados de agosto, quando os outros poços secundários estarão prontos.

A BP, que conseguiu captar parte do fluxo, 15 mil barris por dia, através de um "funil" com eficácia limitada, anunciou nesta segunda-feira, em resposta a um pedido do governo Obama, que prevê aumentar o número de barris para 50 mil por dia (8 milhões de litros) até o fim de junho.

As autoridades americanas seguem incapazes de avaliar com precisão a quantidade de petróleo que vaza, estimando em cerca de 20 mil a 40 mil barris por dia.

Obama deixou Washington para uma viagem de dois dias, passando pelos estados afetados Mississipi, Alabama e Flórida.

Na primeira escala, em Gulfport (Mississipi), ele se encontrará com o chefe da guarda-costeira encarregado de coordenar as operações que tentam impedir o vazamento e recuperar o petróleo despejado, Almirante Thad Allen.

De acordo com um alto funcionário da Casa Branca, o presidente participará de "uma mesa-redonda com moradores da região" que vivem principalmente da pesca e do turismo, dois setores afetados pela catástrofe.

Obama inspecionará depois, no Alabama, um depósito de equipamentos utilizados nas operações. Na terça-feira, o presidente irá a Pensacola, área turística do oeste da Flórida, antes de embarcar em um voo de volta a Washington, onde deve pronunciar um discurso dedicado à maré negra, no Salão Oval, às 20h00 (21h00 de Brasília).

Esta visita é uma prova da disposição da Casa Branca em retomar o controle da situação. Obama quer "apresentar as etapas que virão a partir de agora para que esta crise seja superada", segundo seu principal conselheiro, David Axelrod.

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