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14/06/2010 - 22h39 / Atualizada 14/06/2010 - 22h40

Venezuela: presidente da Globovision diz que não se entrega

CARACAS, 14 Jun 2010 (AFP) -O presidente do canal venezuelano de notícias Globovisión, Guillermo Zuloaga, procurado pela justiça da Venezuela, afirmou nesta segunda-feira que não se entregará à polícia.

"Cheguei à conclusão de que com minha entrega não farei qualquer favor ao país, à Globovision ou a minha família", disse Zuloaga em telefonema a sua própria rede de notícias.

O empresário acusou o presidente da Venezuela de atacá-lo "de modo vil com o único objetivo de calar" a Globovision: "hoje constatamos novamente a injustiça e a perseguição do governo de Hugo Chávez".

Na sexta-feira passada, um tribunal de Caracas determinou a prisão Zuloaga e funcionários do Sebin (serviços de inteligência venezuelanos) foram à residência do empresário com uma ordem de captura emitida pelo tribunal contra ele e seu filho.

Zuloaga, 67 anos, não estava em casa e desde então permanece em local desconhecido.

O presidente da Globovision responde a vários processos, mas a ordem de prisão está ligada à ação aberta contra Zuloaga em 2009, envolvendo 24 veículos mantidos de "forma irregular" na residência do empresário.

Em março passado, Guillermo Zuloaga foi acusado por divulgar informação falsa e ofender o presidente Chávez em declarações públicas.

Zuloaga está proibido de sair da Venezuela devido aos processos pendentes, e corre o risco de pegar até cinco anos de prisão.

Durante a semana passada, Chávez advertiu para a situação do presidente da Globovisión: "Zuloaga disse que eu mandei matar pessoas e segue livre. Isto só ocorre neste país (...) mas não pode ser assim (...). Não vou discutir com este burguês, mas há um sistema que deve colocar as coisas no lugar".

Nesta segunda-feira, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) enviou carta ao governo da Venezuela para manifestar sua "profunda preocupação" com a deterioração da liberdade de expressão no país.

No documento, a CIDH cita a ordem de prisão contra Zuloaga; a condenação por injúria contra o veterano jornalista Francisco Pérez; e um ataque com coquetel molotov contra a sede da empresa jornalística Cadena Capriles.

"Esses fatos são uma mostra mais do que preocupante do consenso entre as autoridades do Poder Executivo e do Poder Judiciário, no sentido de que é legítimo silenciar as pessoas críticas do governo através do direito penal", afirma a carta enviada à chancelaria venezuelana.

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