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15/06/2010 - 12h36 / Atualizada 15/06/2010 - 13h12

Cameron: o "Bloody Sunday" em Ulster foi injustificado e injustificável

LONDRES, 15 Jun 2010 (AFP) -O primeiro-ministro britânico David Cameron afirmou nesta terça-feira que a matança de civis norte-irlandeses por soldados britânicos que passou para a história como o "Bloody Sunday" (domingo sangrento) foi injustificada e injustificável e pediu perdão em nome do governo e em nome da Grã-Bretanha.

"As conclusões deste informe são absolutamente claras. Não há dúvida. Não há equívoco. Não há ambigüidades. O que aconteceu no 'Bloody Sunday' foi injustificado e injustificável", declarou Cameron no discurso ante o parlamento ao apresentar as conclusões da investigação.

O premiê pediu perdão em nome do governo e de toda a Grã-Bretanha pelo que aconteceu em sua declaração, transmitida ao vivo num telão na cidade norte-irlandesa de Londonderry, cenário da matança e onde foi recebida com aplausos.

governo britânico publicou nesta terça-feira o informe final de uma investigação de 12 anos sobre o "Bloody Sunday", um dos episódios mais negros do conflito da Irlanda do Norte e que acabou com a morte de 14 manifestantes católicos por disparos de soldados britânicos em 1972.

As conclusões desta investigação judicial, considerada a mais longa e mais cara da história britânica, foram divulgadas simultaneamente em Londres e em Londonderry.

As famílias das vítimas e os soldados envolvidos tiveram acesso mais cedo ao informe de 5.000 páginas, que examina os acontecimentos de 30 de janeiro de 1972. Naquele dia, paraquedistas britânicos mataram 13 católicos desarmados e feriram outros 14 - um dos quais morreu posteriormente por causa dos ferimentos - ao abrir fogo contra os participantes em uma marcha a favor dos direitos civis em Londonderry, a segunda cidade norte-irlandesa.

Cerca de 60 familiares de vítimas desfilaram antes em silêncio e exibindo fotos em preto e branco de seus parentes.

Em janeiro de 1998, o primeiro-ministro britânico Tony Blair encarregou o juiz Mark Saville uma segunda pesquisa cujo custo final ronda os 200 milhões de libras (295 milhões de dólares).

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