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15/06/2010 - 15h25 / Atualizada 15/06/2010 - 15h27

Casamento da princesa Victoria atiça antimonarquismo na Suécia

ESTOCOLMO, 12 Jun 2010 (AFP) -O iminente casamento da princesa herdeira sueca Victoria, criticado por ser caro demais, excessivamente vistoso e arcaico, e a atenção midiática que tem suscitado atiçaram o sentimento antimonarquista na Suécia, apesar de a família real ser bastante popular.

"Gostamos deles", reconheceu Mona Abou-Jeib Broshammar, que lidera a Associação Republicana da Suécia, ao falar da família real. "Não fazem mal a ninguém", acrescentou.

O problema, destacou, é "que herdam o poder".

A maioria dos meios de comunicação está às voltas com os preparativos para o casamento, em 19 de junho, entre a princesa Victoria, de 32 anos, e Daniel Westling, de 35 anos, dono de academias de luxo.

Ao mesmo tempo, no entanto, a oposição à monarquia disparou.

Segundo pesquisa recente, nas últimas duas décadas, o número de suecos que querem abolir a monarquia mais que dobrou, até 28%.

No ano passado, o número de membros da Associação Republicana dobrou até superar os 6.000.

Mas esta oposição "não tem nada a ver com as pessoas, realmente", insistiu Peter Althin, antimonarquista e advogado, em documentário sobre a realeza transmitido na segunda-feira na TV pública sueca.

Ele admitiu, inclusive, que assistirá ao casamento no sábado.

"É lógico que assistirei. É maravilhoso ver duas pessoas que se amam", disse.

Para Broshammar, o crescente sentimento antimonarquista na Suécia tem pouco a ver com as pessoas e se deve à necessidade de "avaliar nossas alternativas democráticas".

A distinção é clara na página da associação na internet, onde se podem ver apelos pelo fim da monarquia, ao lado de mensagens que expressam preocupações pelas restrições a que estão submetidos os membros da família real.

Em uma página é possível ver um retrato de Victoria ao lado de uma mulher com véu integral e mais de um comentário sugere que, na Suécia, a princesa é a mais oprimida das duas.

"Segundo a Constituição sueca, uma destas mulheres tem que pedir ao pai permissão para se casar com o homem que quiser", diz um dos comentários. "Uma dessas duas mulheres não tem, segundo a Constituição sueca, liberdade de expressão".

Segundo as leis de sucessão ao trono, o herdeiro ou herdeira não pode se casar sem o consentimento do pai, do rei e do governo.

Além desta imagem retrógrada, os antimonarquistas denunciam que o estilo de vida da realeza é financiado pelos impostos dos cidadãos.

Segundo o chefe de Estado-maior do rei, general Haakan Petterson, a quantia destinada a gastos reais em 2010 superou os 100 milhões de coroas (10,5 milhões de euros, 12,8 milhões de dólares) e o casamento deste sábado custará 20 milhões de coroas, dos quais a metade será financiada pelo Estado.

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