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15/06/2010 - 14h10 / Atualizada 15/06/2010 - 14h48

Petroleiras atacam BP no Congresso dos EUA por maré negra

WASHINGTON, 15 Jun 2010 (AFP) -As principais rivais da BP, que operava a plataforma que provocou o derramamento de petróleo no Golfo do México, disseram nesta terça-feira, no Congresso americano, que a catástrofe poderia ter sido evitada caso a petroleira tivesse seguido as normas de segurança da indústria.

"Acredito que a investigação independente mostrará que esta tragédia poderia ter sido evitada", disse o diretor-executivo da Chevron, John Watson, ante o Comitê de Energia e Comércio da Câmara de Representantes.

A explosão e o posterior naufrágio em abril da plataforma Deepwater Horizon "reforça tragicamente a ideia de que todas as companhias (petroleiras) devem operar com os mesmos altos padrões de segurança e responsabilidade. Está claro que falhar nisto traz consequências nefastas", prosseguiu Watson.

Além do diretor da Chevron, também estavam presentes altos executivos de titãs da indústria petroleira como ExxonMobil, ConocoPhillips e Shell, assim como o diretor da BP para os Estados Unidos, Lamar McKay.

McKay evitou na audiência comprometer-se a criar um fundo administrado por terceiros para pagar os prejuízos da fuga de petróleo, como pede o governo de Barack Obama, que na quarta-feira se reunirá na Casa Branca com o presidente da BP, Carl-Henric Svanberg.

Na audiência, os rivais da BP tentaram se distanciar da pior catástrofe ambiental da história americana.

"É crucial um estudo de especialistas, imparcial e amplo para entender o que aconteceu, porque este incidente representa um dramático desvio da normativa da indústria da exploração em águas profundas", disse o diretor da ExxonMobil, Rex Tillerson.

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