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17/06/2010 - 13h14 / Atualizada 17/06/2010 - 13h24

Inaugurada no Chade cúpula sobre a "Grande Muralha Verde"

NDJAMENA, Chade, 17 Jun 2010 (AFP) -Líderes de 11 países se reuniram, esta quinta-feira, no Chade para a primeira cúpula dedicada à "Grande Muralha Verde" africana, projeto ambiental cuja proposta é reflorestar o continente de leste a oeste para deter a desertificação.

"A Grande Muralha Verde é um projeto concebido para africanos por africanos e para as gerações futuras", disse o presidente anfitrião do evento, Idriss Deby Itno, em seu discurso de boas-vindas no Palácio Presidencial de Ndjamena.

"Esta é uma contribuição africana no combate ao aquecimento global", acrescentou Deby.

O presidente senegalês, Abdoulaye Wade, disse em seu discurso que "o deserto é um estado canceroso. Precisamos combatê-lo. É por isso que decidimos (empreender) esta luta de Titãs", afirmou.

A Grande Muralha Verde visa a combater "a degradação do solo e a pobreza na região Sahel-saariana", disse à AFP o ministro do meio ambiente do Chade, Hassan Terapun.

Em 2007, o projeto foi "adotado pela União Africana, representando uma resposta africana ao problema da desertificação", acrescentou.

Os patrocinadores do projeto da Grande Muralha Verde pretendem criar uma faixa de floresta de cerca de 15 km de largura, em média, ligando Dacar, na costa atlântica, ao Djibuti, no Mar Vermelho (leste). A muralha teria mais de 7.100 km de extensão.

Os 11 países envolvidos no projeto são Burkina Faso, Chade, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal e Sudão.

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