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17/06/2010 - 15h23 / Atualizada 17/06/2010 - 15h30

ONU declara crime organizado uma ameaça global

NAÇÕES UNIDAS, EUA, 17 Jun 2010 (AFP) -As Nações Unidas fizeram soar o alerta, nesta quinta-feira, sobre a ameaça global do crime organizado e instaram uma ação coordenada para chegar a seus lucros, através de medidas contra a lavagem de dinheiro e a corrupção.

"O crime organizado tornou-se global, atingiu níveis macroeconômicos e representa uma séria ameaça à estabilidade, e até mesmo à soberania, dos Estados", disse na assembléia geral da ONU Antonio Maria Costa, diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), sediado em Viena.

Segundo ele, criminosos estão usando os lucros do crime e a ameaça do uso da força para "influenciar eleições, políticos e o poder - até mesmo o militar".

Costa disse que países vulneráveis, particularmente no oeste da África e na América Central, corriam maior risco e pediu que seu desenvolvimento e segurança sejam implementados para torná-los "menos atraentes para os parasitas do crime".

O italiano discursou por ocasião da publicação do novo relatório da UNODC, intitulado "The Globalization of Crime: A Transnational Organized Crime Threat Assessment" ('A Globalização do Crime: uma Avaliação da Ameaça do Crime Organizado Transnacional', numa tradução livre), primeiro estudo estratégico sobre a ameaça à segurança que representa o crime organizado.

O estudo demonstra que o crime organizado fatura "bilhões de dólares por ano com o tráfico de drogas, armas, pessoas, recursos naturais, produtos pirateados, bem como pirataria marítima e cibernética".

A UNODC fez este trabalho depois de os Estados-membros da ONU e organizações internacionais alertarem para a ameaça representada pelo crime organizado transnacional e reforçarem a necessidade de combatê-lo.

Costa disse que uma luta mais eficaz contra os sindicatos do crime exige mudança "de foco do desmonte das máfias ao desmonte de seus mercados" através de medidas mais duras de combate à lavagem de dinheiro e à corrupção.

Ele também sugeriu a repressão aos cúmplices do crime, "tais como os criminosos de colarinho branco - advogados, contadores, corretores de imóveis e banqueiros que encobrem e 'lavam' suas ações".

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