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17/06/2010 - 16h54 / Atualizada 17/06/2010 - 17h03

UE utiliza sanções contra o Irã mais severas que as da ONU

BRUXELAS, 17 Jun 2010 (AFP) -Os líderes da União Europeia (UE) decidiram nesta quinta-feira impor sanções mais severas ao Irã por seu programa nuclear que as acordadas pela ONU, atacando os setores de gás e petróleo do país, o que enfureceu a Rússia.

Reunidos em uma conferência em Bruxelas, os 27 estabeleceram uma lista de setores que serão punidos pela falta de cooperação de Teerã sobre seu programa nuclear. As grandes potências suspeitam de que o programa nuclear iraniano esconde objetivos militares, apesar de a República Islâmica desmentir estas acusações.

"Novas sanções eram inevitáveis", estimou o presidente da UE, Herman Van Rompuy.

A UE quer proibir, em particular, novos investimentos estrangeiros e a transferência de tecnologia, equipamentos e serviços no setor energético, principalmente a vinculada às técnicas de refino de petróleo e liquefação do gás.

Trata-se de um ponto crucial para o Irã, rico em matérias-primas, mas escasso na capacidade de refino.

No âmbito comercial, as medidas se centrarão nos produtos que podem ser desviados para fins militares, além de serem estabelecidas restrições suplementares em matéria de seguros comerciais.

Além disso, em sintonia com o defendido pela ONU, os europeus propõem sancionar a companhia iraniana de transporte marítimo IRISL e ampliar as proibições de vistos e o congelamento de bens aos membros dos Guardiões da Revolução.

Também cita o tranporte aéreo e, no campo financeiro, o congelamento de bens de novos bancos iranianos e as restrições bancárias e de seguros.

Os ministros europeus de Relações Exteriores detalharão no dia 26 de julho estas medidas, ainda sujeitas a mudanças.

O governo americano anunciou na quarta-feira que também aplica as novas sanções impostas ao Irã pela ONU, ampliando sua lista negra de pessoas físicas e empresas iranianas e congelando seus bens.

As medidas europeias e americanas têm por objetivo acompanhar as da resolução adotada na última semana pelo Conselho de Segurança da ONU.

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