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18/06/2010 - 07h35 / Atualizada 18/06/2010 - 10h54

Condenado americano é executado por um pelotão de fuzilamento

Em Salt Lake City

O americano Ronnie Lee Gardner, condenado por assassinato, foi executado nesta sexta-feira (18) por um pelotão em Utah, o que o transformou no primeiro réu a ser fuzilado nos Estados Unidos desde 1996.

Raio-x dos Estados Unidos:

  • Nome oficial: Estados Unidos da América
    Capital: Washington D.C.
    Tipo de Governo: República Federal
    População: 307.212,123
    Idiomas: Inglês 82.1%, espanhol 10.7%, outros europeus 3.8%, asiáticos e das ilhas do Pacífico 2.7%, outros 0.7%
    Grupos étnicos: Brancos 79.96%, negros 12.85%, asiáticos 4.43%, ameríndios e nativos do Alasca 0.97%, havaianos e de outras ilhas do Pacífico 0.18%, duas ou mais etnias 1,61%
    Religiões: Protestantes 51.3%, católicos romanos 23.9%, mórmons 1.7%, outros cristãos 1.6%, judeus 1.7%, budistas 0.7%, muçulmanos 0.6%, outras e sem especificação 2.5%, não afiliados 12.1%, nenhuma 4%
    Fonte: CIA Factbook

Gardner, de 49 anos, foi executado por cinco atiradores de elite às 00h20 local (3h20 de Brasíllia), depois que seus últimos pedidos de indulto foram negados, indicou um porta-voz do departamento correcional do país.

O procurador-geral de Utah, Mark Shurtleff, havia anunciado a iminente execução momentos antes por meio do Twitter.

"Acabo de dar a ordem de proceder à execução. Possa Deus conceder a ele a misericórdia que negou a suas vítimas", escreveu.

Os advogados de Gardner entregaram na quinta-feira uma carta ao governador de Utah, Gary Herbert, pedindo que o poder executivo impedisse o cumprimento da condenação.

No entanto, Herbert rejeitou o recurso. "Depois de uma cuidadosa revisão, não há nada nos materiais proporcionados esta manhã que não tenha sido considerado e decidido pela Junta de Indultos e Liberdade Condicional ou os inúmeros tribunais", afirmou. "O senhor Gardner teve uma oportunidade plena e justa para que seu caso fosse considerado por inúmeros tribunais", acrescentou.

A execução por fuzilamento foi declarada ilegal por Utah em 2004, mas a proibição não era retroativa, por isso Gardner teve de escolher por qual método queria morrer e preferiu a execução ao invés de uma injeção letal.

Gardner, que foi condenado à morte há 25 anos por matar a tiros um advogado enquanto tentava fugir de uma audiência no tribunal, fez na noite de terça-feira sua última refeição --que incluiu lagosta, torta de maçã com sorvete de creme e um refrigerante 7-Up--, antes de realizar um jejum de 48 horas solicitado pelo próprio condenado.

Em suas últimas horas, mostrava-se tranquilo. Passou o dia lendo o romance de David Baldacci, "Divine Justice", e vendo a trilogia "O senhor dos anéis", informou um porta-voz do departamento correcional.

Pela manhã, se reuniu com o advogado, depois de se despedir do irmão e da filha. Pediu que nenhum membro de sua família assistisse à execução.

Os críticos da pena de morte classificaram a execução de Gardner de ato bárbaro, nas palavras de Elisabeth Semel, diretora do seminário Pena de Morte da faculdade de direito da Universidade californiana de Berkeley.

Semel acredita que a execução de Gardner está relacionada com as raízes mórmons do estado de Utah, onde "a ideia de que se você cometeu um assassinato, a única maneira de realmente mostrar arrependimento e ser castigado é mostrando sua própria morte".

O procedimento de fuzilamento prevê que o réu seja amarrado a uma cadeira parecida com a cadeira elétrica.

Os encarregados de executar a pena, voluntários das forças de segurança estatais, colocam um alvo em cima do coração do condenado e um capuz em sua cabeça.

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