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20/06/2010 - 16h35 / Atualizada 20/06/2010 - 16h42

Diretor da BP é criticado nos EUA por tirar dia de folga

NOVA ORLEANS, EUA, 20 Jun 2010 (AFP) -O CEO da British Petroleum (BP), Tony Hayward, foi criticado neste domingo pela Casa Branca por ter ido a uma regata de luxo na Grã-Bretanha em meio à luta contra a mancha de óleo no Golfo do México, causada pela companhia de petróleo.

As imagens dos veleiros navegando em frente à costa meridional britânica na ocasião da regata "JP Morgan Asset Management Round The Island" podiam ser vistas neste domingo nas emissoras americanas.

O diretor-geral da gigante do petróleo britânica estava presente no sábado, com sua família, para apoiar o iate "Bob", que vale 360.000 dólares, e cuja propriedade ele divide com outras duas pessoas. O barco ficou em quarto lugar.

Mas a escapada do diretor da BP foi mal vista do outro lado do Atlântico, dois meses depois do início do vazamento de óleo, quando a cada dia aparecem novas imagens de aves sujas de petróleo ou praias contaminadas pelos milhões de litros que vazam no Golfo do México.

"Isso faz parte de uma longa série de erros e gafes", afirmou Rahm Emmanuel, secretário-geral da Casa Branca, em entrevista à emissora ABC divulgada neste domingo.

"Acredito que todos podemos concluir que Tony Hayward não começará uma segunda carreira em relações públicas", ironizou o alto funcionário americano. "Citando o próprio Hayward, ele conseguiu sua vida de volta."

Hayward havia declarado: "não há ninguém mais bem preparado do que eu para acabar com tudo isso; quero recuperar minha vida".

Um porta-voz da BP antecipou-se a defender a viagem de seu chefe com seu filho à Grã-Bretanha. "Não importa onde esteja, ele sempre toma conhecimento do que ocorre na BP" e com a mancha de óleo, disse John Curry.

Outro porta-voz disse que era o "primeiro dia livre (de Hayward) desde que começou" o vazamento de petróleo, depois da explosão em 20 de abril da plataforma de petróleo Deepwater Horizon e seu posterior naufrágio na costa de Louisiana, no sul dos Estados Unidos.

Mas foi em vão. As críticas vieram de todos os lados. Segundo o Greenpeace, a atitude de Hayward "coloca sal nas feridas" das vítimas da mancha de óleo, enquanto que o New York Times destacou no domingo que Hayward tinha "desencadeado uma nova controvérsia".

É "o ponto culminante da arrogância", disse por sua vez o legislador republicano Richard Shelby, senador do Alabama, um dos estados mais afetados pela mancha de óleo. "O iate deveria estar ali para limpar o petróleo", disse à emissora Fox News.

Essas reprimendas concluem uma semana difícil para o controverso chefe da BP, que sairá em breve da gestão diária da crise.

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