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21/06/2010 - 10h47 / Atualizada 21/06/2010 - 11h27

Santos promete governo de unidade nacional na Colômbia

Em Bogotá

Juan Manuel Santos, eleito novo presidente da Colômbia com uma votação histórica, pretende realizar um governo de unidade nacional durante os próximos quatro anos, trabalhar pelo emprego, atacar com maior firmeza as Farc e melhorar a posição internacional do país.

Santos, de 58 anos, herdeiro político do atual presidente Álvaro Uribe, foi eleito no domingo por 9 milhões de colombianos (69,05%), arrasando seu adversário Antanas Mockus, do Partido Verde, que obteve 3,5 milhões de votos (27,52%), em uma votação em que a abstenção alcançou 55,52%, informou o Registro Nacional (entidade eleitoral), apurados 99,9% dos votos.

Santos, o ex-ministro da Defesa que lançou sua candidatura pelo Partido Social de Unidade Nacional (La U, direita), quer melhorar as relações com os governos de esquerda do Equador e da Venezuela, aos quais estendeu a mão em seu discurso de triunfo.

Para o analista de relações internacionais, Vicente Torrijos, Santos tentará melhorar as relações com seus dois vizinhos, mas deixando claro que "não aceitará a intervenção nem o apoio a terroristas", em alusão à guerrilha das Farc.

Além disso, Santos consolidará os laços com os Estados Unidos, principal aliado da Colômbia, enquanto buscará controlar a agenda da União Sul-americana de Nações (Unasul) e diversificar o livre comércio, previu Torrijos.

Em seu discurso, o presidente eleito não aludiu a outro grande problema da Colômbia: o narcotráfico, uma vez que seu país é o principal exportador mundial de cocaína.

Santos, que dedicou seu triunfo ao presidente Uribe, prometeu continuar construindo sobre as bases desejadas por seu padrinho político.

O presidente eleito anunciou que uma das prioridades de seu governo será o combate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que Uribe iniciou.

"Enquanto insistirem em seus métodos terroristas, enquanto insistirem em atacar o povo colombiano, não haverá diálogo e continuaremos enfrentando-as com toda dureza, com toda firmeza", assegurou.

Prometeu assim aplicar mão de ferro contra as guerrilhas de seu país, exigindo a libertação dos reféns em seu poder.

"Exigimos desde agora a libertação de todos os sequestrados. O tempo esgotou-se para as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Os colombianos sabem muito bem que eu sei como combatê-las", disse Santos diante de milhares de seguidores que comemoraram sua vitória em El Campín, em Bogotá.

Santos também enfatizou que trabalhará para resolver um dos principais problemas sociais que afeta o país: o desemprego que supera os 12%.

Da mesma maneira, prometeu ocupar-se dos mais pobres, anunciando que pretende tirar pelo menos 7 milhões de colombianos da pobreza e 4 milhões da indigência".

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