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22/06/2010 - 15h24 / Atualizada 22/06/2010 - 15h25

Comandante dos EUA no Afeganistão é convocado para explicar críticas a governo Obama

WASHINGTON, 22 Jun 2010 (AFP) -O general Stanley McChrystal, comandante das forças internacionais no Afeganistão, foi convocado nesta terça-feira pela Casa Branca para prestar explicações sobre uma entrevista concedida à revista Rolling Stone, na qual critica os membros a segurança nacional e ironiza, entre outros, o próprio presidente Barack Obama.

Ao ler a entrevista explosiva publicada na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ficou "bravo", contou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, nesta terça-feira.

Já o Secretário da Defesa, Robert Gates, considerou que o general Stanley McChrystal, cometeu um "grande erro" e um "erro de julgamento" em suas declarações.

Gates pediu unidade entre militares e líderes civis e disse ter chamado McChrystal a Washington para se explicar, mas não informou se pretende demitir o comandante.

Em um longo artigo publicado na segunda-feira pela revista Rolling Stone, McChrystal, comandante dos 142.000 soldados da coalizão no Afeganistão, ironiza abertamente o vice-presidente Joe Biden, conhecido por seu ceticismo ante a estratégia militar naquele país.

O general também afirma ter-se sentido traído pelo embaixador americano em Cabul, Karl Eikenberry, durante um debate no ano passado na Casa Branca sobre estratégia no Afeganistão.

No artigo, McChrystal denigre igualmente o enviado especial dos Estados Unidos para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke.

Da mesma forma, se refere a Barack Obama, recordando os atritos entre o exército e a Casa Branca no ano passado, quando o presidente refletia sobre o envio de reforços pedidos por McChrystal. O general afirma que foi um momento "penoso".

E um assessor não identificado de McChrystal comenta no artigo que o general ficou frustrado depois de se reunir com Obama há um ano.

"Foi uma sessão fotográfica de 10 minutos", definiu o assessor. "Obama claramente nada sabia sobre ele, quem era ele... E não parecia muito comprometido", acrescentou.

O colaborador de McChrystal também classifica o assessor de segurança nacional Jim Jones, general reformado de "palhaço que está parado em 1985".

McChrystal emitiu um comunicado de última hora na segunda-feira, desculpando-se por suas declarações.

"Estendo minhas mais sinceras desculpas por este artigo", afirma McChrystal em um texto divulgado horas depois que a matéria, intitulada "O general fugitivo" ("The Runaway General"), fosse publicada. "Foi um erro que reflete pouco critério e que nunca deveria ter acontecido".

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Michael Mullen, conversou com McChrystal depois do artigo, informou um porta-voz.

"Mullen falou com o general McChrystal na noite de segunda-feira sobre o artigo e expressou sua profunda decepção", afirmou o capitão John Kirby.

McChrystal, ex-chefe de operações especiais, vinha sempre mantendo cautela em público e uma boa relação com a mídia americana desde que assumiu a liderança da força dirigida pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no ano passado.

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