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22/06/2010 - 09h54 / Atualizada 22/06/2010 - 10h57

Japão limita gastos para conter dívida pública e acalmar os mercados

TÓQUIO, 22 Jun 2010 (AFP) -Apesar de revisar em alta sua previsão de crescimento para este ano, o Japão decidiu limitar seus gastos durante três anos com o objetivo de conter a colossal dívida pública do país e tranquilizar os mercados muito inquietos pelos problemas orçamentários europeus.

Esse plano do novo governo de centro-esquerda de Naoto Kan apresentado nesta terça-feira prevê limitar a cerca de 775 bilhões de dólares (634 bilhões de euros) até 2013-2014 os gastos do Estado, ou seja, seu nível do ano orçamentário 2010-2011.

Durante o mesmo período, o governo se compromete a manter as emissões de bônus do Tesouro necessários para o financiamento do déficit público abaixo dos 480 bilhões de dólares (393 bilhões de euros), o total alcançado este ano.

A mais longo prazo, o governo quer dividir por dois o déficit anual de suas finanças até 2015-2016 e alcançar um superávit fiscal em 2020-2021, este último sem levar em conta os juros da dívida.

Além disso, prometeu apresentar rapidamente uma reforma fiscal drástica que poderá dar lugar a uma alta do imposto ao consumidor, fixado atualmente em 5%.

"Creio que poderemos obter a confiança dos mercados com este plano", declarou o secretário de Estado para Política Econômica e Fiscal, Satoshi Arai.

O Japão é o país desenvolvimento mais endividado do mundo, com uma dívida pública que alcança 200% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

Desde sua chegada ao poder no início de junho, Naoto Kan advertiu sobre a possibilidade de um cenário à la grega se segunda economia mundial continuava pedindo empréstimos sem reduzir seus gastos.

"Gostaria de deixar claro: nosso país está numa situação diferente da Grécia e Hungria", afirmou, no entanto, o ministro Arai, recordando a balança de contas correntes favoráveis do arquipélago e as importantes reservas de poupança dos japoneses.

Cerca de 95% dos bônus do Tesouro japoneses se encontram em mãos de investidores desse país, o que reduz os riscos de falência do Estado.

Para conseguir novas rendas fiscais, Kan quer abrir um debate nacional sobre o aumento do imposto ao consumidor, depois das eleições dos senadores de 11 de julho.

Nesta terça, o governo japonês revisou em alta sua previsão de crescimento para o ano orçamentário que vai de abril de 2010 a março de 2011, situando-o em 2,6% do PIB contra 1,4% de sua estimativa anterior.

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