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22/06/2010 - 19h40 / Atualizada 22/06/2010 - 19h42

Obama analisa afastar general McChrystal após críticas

WASHINGTON, 22 Jun 2010 (AFP) -O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não excluía nesta terça-feira a possibilidade de afastar o general McChrystal, após a divulgação de um artigo na revista Rolling Stone no qual o chefe das tropas da Otan no Afeganistão faz críticas explosivas ao executivo americano.

McChrystal foi convocado para comparecer à Casa Branca na quarta-feira para explicar seus comentários.

"Está claro que houve erro de julgamento no artigo no qual ele e seu time aparecem", disse Obama a jornalistas ao comentar a entrevista publicada pela revista, cuja manchete era "Runaway General", acrescentando que decidirá sobre o futuro do militar depois que o encontrar em Washington.

"Mas quero falar com ele diretamente antes de tomar qualquer decisão".

A matéria da Rolling Stone mostrou as tensões entre McChrystal e a Casa Branca em um momento em que Washington mobiliza milhares de tropas adicionais na guerra que entra em seu nono ano.

Na reportagem, o militar e seus assessores criticam e ironizam a administração Obama.

O porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs disse que Obama ficou "bravo" quando leu o artigo, sem descartar a possibilidade de o comandante ser demitido.

"Todas as opções estão sobre a mesa" quanto à manutenção ou não do general Stanley McChrystal, 55 anos, em seu cargo, disse Gibbs, durante o briefing diário. "Esta falta é de uma amplitude e gravidade profundas", acrescentou Gibbs.

A ira presidencial irrompeu na noite de segunda-feira, quando Obama tomou conhecimento da matéria publicada na Rolling Stone na qual o general toma como alvo os protagonistas da política americana no Afeganistão.

O general McChrystal arranhou o presidente americano, retornando às fricções entre o Exército e a Casa Branca, no outono, no momento no qual Barack Obama amadurecia sua decisão sobre o envio de reforços pedidos pelo general.

O general ironiza também o vice-presidente. "Quem é ele?"

As críticas públicas representam um "grande erro", afirmou o secretário de Defesa, Robert Gates, que se encontra com Obama ainda hoje.

O general McChrystal apresentou desculpas após a publicação.

O presidente afegão, Hamid Karza¯, veio em seu socorro, dizendo, através de um porta-voz, esperar que aquele ao qual considera o "melhor comandante" das forças internacionais no Afeganistão desde o início da guerra não seja demitido.

O influente senador democrata John Kerry pediu, por sua vez, que se "mantenha o sangue frio e a calma". Mas seus colegas republicanos John McCain e Lindsey Graham, assim como o independente Joe Lieberman, qualificaram os propósitos de McChrystal de "fora de lugar".

A "falta" é ainda mais patente porque as palavras ditas ao jornalista da Rolling Stone não estavam em "off", como informou o redator chefe da revista, Eric Bates, ouvido pela CNN.

"Tudo o que publicamos estava 'on the record'", declarou Bates.

O autor do artigo, Michael Hastings, declarou à NBC que algumas frases reportadas foram ditas sob a influência do álcool.

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