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27/06/2010 - 13h24 / Atualizada 27/06/2010 - 13h29

Quirguistão aprova nas urnas sua nova Constituição (presidente)

BISQUEQUE, Quirguistão, 27 Jun 2010 (AFP) -O Quirguistão aprovou neste domingo, em referendo, uma nova Constituição para o país que estabelece uma democracia parlamentar.

Compareceram 65% dos eleitores inscritos, anunciou a presidente interina Rosa Otunbayeva em entrevista à imprensa.

"A nova Constituição foi aprovada, apesar dos selvagens ataques de seus adversários", declarou Otunbayeva algumas horas depois do encerramento da votação.

"O povo deu um basta à época do autoritarismo e do nepotismo. Conseguimos a vitória, como parte importante no caminho em direção a um verdadeiro governo popular", continuou.

Apesar dos recentes confrontos étnicos, o governo provisório, que chegou ao poder em abril, durante revolta sangrenta que expulsou o presidente Kurmanbek Bakiyev, manteve a consulta popular para tentar provar sua legitimidade.

Estavam aptos a votar cerca de 2,5 milhões de eleitores desta ex-república soviética de 5,3 milhões de habitantes.

A nova Constituição fortalece o parlamento, para evitar a concentração do poder em mãos de uma única pessoa.

Até sábado, quase todos os 75.000 refugiados quirguizes que fugiram para o Uzbequistão por causa da violência étnica desatada no sul do Quirguistão, voltaram ao seu país, informaram autoridades quirguizes.

"Todos os acampamentos de refugiados no Uzbequistão estão agora fechados", declarou aos jornalistas o diretor-adjunto dos guardas de fronteira quirguizes, Tcholponbek Turrussbekov.

Segundo ele, 75.380 refugiados voltaram ao Quirguistão. Trezentos e oitenta ainda se encontram no vizinho Uzbequistão, pois permanecem internados em hospitais locais, afirmou.

No total, 400.000 pessoas fugiram do sul do Quirguistão depois das sangrentas violências étnicas de meados de junho, parte delas refugiando-se no Uzbequistão, e o restante no interior do país.

As violências entre quirguizes e a minoria uzbeque deixaram 2.000 mortos, segundo as autoridades.

O governo interino, que chegou ao poder em abril, após um levante popular, espera que os resultados desta votação estabilize o pequeno país da Ásia Central, afetado pela pobreza e por crises políticas consecutivas.

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