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30/06/2010 - 09h16 / Atualizada 30/06/2010 - 09h18

Rússia espera que caso de espionagem não afete vínculos com Washington

MOSCOU, 30 Jun 2010 (AFP) -O ministério russo das Relações Exteriores expressou nesta quarta-feira seu desejo de que a prisão de supostos espiões russos nos Estados Unidos não tenha efeitos negativos nas relações entre os dois países.

"Contamos que o incidente vinculado à prisão nos Estados Unidos de um grupo de pessoas suspeitas de atividades de espionagem em favor da Rússia não tenha efeitos negativos nas relações russo-americanas", indicou à AFP um porta-voz da diplomacia russa.

O ministério afirmou que tomou nota das declarações do porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, que minimizou as consequências deste escândalo, no contexto da reativação das relações bilaterais.

"Há um ano e meio conseguimos importantes avanços. Não acho que isso afetará nossas relações", declarou.

A imprensa russa abordou o assunto nesta quarta-feira e o jornal Kommersant destacou que os dois países tentavam abafar o caso para não dificultar a reativação das relações iniciadas pelos presidentes Dimitri Medvedev e Barack Obama há mais ou menos um ano e meio.

O próprio primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ao receber o ex-presidente Bill Clinton em Moscou na terça-feira, disse esperar que o episódio relacionado a essa suposta rede de espionagem não prejudique as relações entre os dois países,

"A polícia foi um pouco longe e pôs as pessoas na prisão", declarou Putin, ao receber Bill Clinton em sua residência, na periferia de Moscou.

Apesar de amenizar a situação, Gibbs admitiu que o presidente Obama sabia da operação do FBI para prender os supostos espiões russos antes de se encontrar com o presidente Medvedev na semana passada, mas não abordou o tema nas conversas.

Muitos jornais russos também mencionaram que a revelação deste caso visava a enfraquecer Obama e sua política de aproximação com Moscou.

"Seria lógico supor que o principal objetivo dessa história é o presidente Obama, cujo país está cheio de pessoas que desejam o pior para ele", afirma o jornal Moskovski Komsomolets.

Na segunda-feira, as autoridades americanas anunciaram ter prendido dez pessoas acusadas de trabalhar nos Estados Unidos a serviço da Rússia.

Estas duas pessoas dizem ser americanas, canadenses e peruanas, segundo o texto da denúncia, que não confirma sua nacionalidade.

Na terça, a polícia cipriota indicou ter prendido outro homem relacionado com esse caso, o canadense Christopher Robert Metsos, de 54 anos, que foi posto em liberdade depois de pagar uma fiança.

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