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04/07/2010 - 20h58 / Atualizada 04/07/2010 - 21h16

Mexicanos vão às urnas em eleições marcadas pela violência

MÉXICO, 4 Jul 2010 (AFP) - Os cidadãos de 14 estados do México foram às urnas neste domingo em meio a eleições marcadas pela violência do crime organizado, ao qual se atribuiu o assassinato de um candidato a governador, em um pleito considerado um termômetro para as presidenciais de 2012.

Muitas filas formaram-se nos centros de votação em diversas cidades, apesar do temor criado pela violência antes das eleições, inédita desde 1994, quando um candidato à presidência foi assassinado.

A votação foi concluída às 23h00 GMT (20h00 de Brasília) na maioria dos estados, com exceção de três no noroeste do país, onde os colégios eleitorais continuarão abertos por mais uma hora por conta da diferença de fuso horário.

As eleições foram marcadas por uma onda de crimes que incluiu o assassinato de dois candidatos, um deles favorito para o governo do estado de Tamaulipas.

As eleições foram realizadas em 14 as 32 entidades federativas (31 estados mais o distrito federal), nas quais serão renovados os deputados estaduais. Treze delas escolherão novos governadores e 1.500 cidades, novos prefeitos.

O Partido Ação Nacional (PAN), do presidente Felipe Calderón, denunciou a invasão da casa de um candidato e a uma sede de campanha nos estados de Veracruz (leste) e Hidalgo (centro), assim como a prisão de 12 colaboradores, em ações que atribuiu aos governos locais nas mãos do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

O pleito deste domingo é o último grande teste eleitoral antes das eleições presidenciais de 2012, nas quais o PRI, que governou o México por mais de sete décadas até 2000, buscará o retorno à presidência.

Em Chihuahua (norte), a procuradoria reportou 20 assassinatos, incluindo quatro pessoas cujos cadáveres foram pendurados em pontes na capital do estado e de seis pessoas em uma rodovia.

Também foi reportado um ataque a um veículo de um representante do PRI no estado de Durango (norte) que foi baleado enquanto estava estacionado. Em Puebla (centro), foram lançadas pedras contra jornalistas que cobriam a votação.

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