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04/07/2010 - 20h15 / Atualizada 04/07/2010 - 20h32

ONG: 59 jornalistas foram mortos no mundo durante 1º semestre

GENEBRA, 5 Jul 2010 (AFP) -Cinquenta e nove jornalistas foram mortos este ano no mundo exercendo a profissão, contra 53 em 2009, informou nesta segunda-feira a ONG Campanha Emblema de Imprensa (PEC, da sigla em inglês).

Por continentes, a América Latina é recordista de jornalistas assassinados em seis meses (24 no total), seguida da Ásia (14). A África apresenta tendência de alta (9), constata a PEC.

Os países mais perigosos para os jornalistas foram México, com nove funcionários da imprensa mortos, Honduras (8 mortos), Paquistão (6 mortos), Nigéria (4 mortos) e Filipinas (4 mortos), segundo esta ONG baseada em Genebra que milita a favor de uma melhor proteção aos jornalistas nas zonas de conflito.

Outros três jornalistas morreram na Colômbia, três na Rússia e dois em Venezuela, Iraque, Nepal e Tailândia.

Além disso, um jornalista perdeu a vida em cada um dos seguintes países: Afeganistão, Angola, Bangladesh, Brasil, Bulgária, Camarões, Chipre, Equador, Israel, República Democrática do Congo (RDC), Ruanda, Turquia, Somália, Iêmen. No Brasil, a vítima foi o cronista esportivo Clóvis Silva Aguiar, que trabalhava na Rede TV de Imperatriz, no Maranhão, e foi morto com um tiro na cabeça.

As causas de todas estas mortes são variadas, explica o PEC: no México, "os jornalistas foram particularmente vítimas da guerra entre os traficantes da droga", e em Honduras, do conflito entre governo e oposição.

"Os jornalistas estão muito expostos em diversos países que têm problemas internos", afirmou o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen, citado em um comunicado.

"Os governos e a comunidade internacional devem atuar com maior firmeza para impedir tais mortes e castigar os responsáveis", completou.

A ONG disse deplorar o sequestro de dois jornalistas franceses da emissora France 3, há mais de seis meses no leste do Afeganistão, onde estão mobilizadas parte das forças francesas.

Somália e o Afeganistão também estão no auge da insegurança, o que dificulta ainda mais o trabalho dos jornalistas.

O número de jornalistas continuou aumentando nos últimos anos. Em 2009, a PEC tinha contabilizado 122 jornalistas mortos, contra 91 no ano anterior.

A relação de vítimas está no site www.pressemblem.ch.

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