UOL Notícias Notícias
 
04/07/2010 - 08h57 / Atualizada 04/07/2010 - 09h07

Petraeus assume oficialmente o comando das tropas da Otan no Afeganistão

CABUL, 4 Jul 2010 (AFP) -O general americano David Petraeus assumiu seu novo papel de comandante-em-chefe da guerra afegã durante cerimônia realizada neste domingo no quartel-general da Otan em Cabul, afirmando que a campanha se encontra num momento crítico.

Esta cerimônia, durante a qual as bandeiras dos Estados Unidos e das forças da Aliança Atlântica foram entregues a ele pelo general Egon Ramms, comandante das Forças Conjuntas do Comando Brunssum da Otan, marcou a tomada de comando de Petraeus sobre cerca de 140.000 militares estrangeiros posicionados no Afeganistão.

Petraeus, vestido com traje de gala, se dirigiu aos militares afegãos, personalidades civis e diplomatas presentes, reiterando seu apelo a um esforço unido contra a insurreição liderada pelos talibãs no país.

"Chegamos a um momento crítico. Devemos mostrar à Al-Qaeda e a sua rede de aliados extremistas que a eles não será permitido estabelecer refúgios seguros no Afeganistão a partir dos quais possam lançar seus ataques".

"Combatemos numa batalha de vontades (...). Devemos demonstrar ao povo do Afeganistão e aos talibãs que as forças da Isaf e da Otan estão aqui para proteger o povo afegão e que estamos aqui para ganhar. Esse é o nosso objetivo", concluiu.

Na véspera, Petraeus já havia insistido num esforço comum na guerra contra os talibãs, em sua primeira aparição pública como comandante da Otan no Afeganistão.

"Este é um projeto no qual devemos fazer um esforço comum e perseguir o mesmo propósito. Civis e militares, afegãos e estrangeiros, somos todos parte de uma equipe com uma missão", declarou Petraeus.

"Nesta importante tarefa, a cooperação não é opcional e sim imperativa", assinalou Petraeus, que participou neste sábado na celebração da independência dos Estados Unidos na embaixada americana.

Petraeus substitui o general Stanley McChrystal, destituído depois da divulgação de uma entrevista em que se mostrava muito crítico e desrespeitoso em relação ao presidente Barack Obama e sua administração.

Sua chegada acontece em um momento muito difícil para a coalizão atlântica, com baixas batendo recordes. Somente em junho morreram 102 soldados, um nível comparável aos piores momentos da guerra no Iraque, em 2007.

Para os próximos meses, o general advertiu que a guerra no Afeganistão poderá piorar antes que sejam observadas melhoras tangíveis.

Petraeus prometeu aos soldados revisar a exigência imposta por McChrystal de limitar os apoios aéreos às tropas atacadas em terra. A medida pretende reduzir o número de vítimas civis, mas os militares se queixam que, por causa disso, estão mais vulneráveis.

Os analistas esperam que Petraeus faça mudanças rapidamente se quiser mudar a balança da guerra a favor da aliança internacional.

Segundo o parlamentar afegão Ahmad Behzad, "Petraeus deve mudar a estratégia fundamental da guerra contra os talibãs".

Segundo o analista político Harun Amir, a reputação de McChrystal se ressentiu do fracasso da Otan em sua ofensiva pelo controle do distrito de Marjah, um reduto talibã da província sulista de Helmand, em fevereiro passado.

A esperada ofensiva de grande envergadura contra os insurgentes na vizinha província de Kandahar, reduto da insurgência, foi adiada para setembro e, segundo Harun Mir, "não se sabe se será realizada realmente".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    15h09

    -0,34
    3,255
    Outras moedas
  • Bovespa

    15h16

    2,09
    63.971,26
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host