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08/07/2010 - 14h52 / Atualizada 08/07/2010 - 14h55

UE comemora libertação de presos, mas pede mais esforços de Cuba

BRUXELAS, 8 Jul 2010 (AFP) -A UE cumprimentou nesta quinta-feira o anúncio da libertação em breve de 52 presos políticos cubanos, o que poderá abrir a via para a eliminação da Posição Comum do bloco com Havana em setembro, tal e como deseja a Espanha, mas insistiu na necessidade de libertar todos os dissidentes.

França e Itália também aplaudiram o gesto "significativo", que é consequência de um diálogo inédito entre a Igreja Católica e o governo de Raúl Castro, enquanto a República Tcheca e a Polônia mostraram-se prudentes e exigiram a libertação de todos os opositores.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, "aplaudiu" o anúncio e disse esperar uma "rápida implementação" do mesmo, declarou um de seus porta-vozes.

Mas a UE também deseja que este processo de diálogo entre a Igreja e Havana vá além e "leve a uma solução duradoura que permita a libertação de todos os presos políticos em Cuba", completou o porta-voz.

Durante uma visita à ilha do chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos, a Igreja Católica informou na quarta-feira que o governo libertará 52 dissidentes condenados em 2003, o gesto mais significativo do regime castrista em favor da oposição política em uma década.

Os primeiros cinco prisioneiros sairão da prisão em questão de horas e o restante dentro de três ou quatro meses, segundo a Igreja, que iniciou seu diálogo com as autoridades em 19 de maio.

Desde então, o governo libertou também um preso político doente e transferiu 12 a prisões mais próximas de seus familiares.

Esses progressos serão levados em conta durante a revisão em setembro da Posição Comum da UE, que condiciona as relações com Cuba ao respeito aos direitos humanos e à democracia, disse o porta-voz de Ashton.

Os 27 países analisarão os "avanços" registrados na hora de revisar o texto que data de 1996 e nesse sentido "a libertação de presos políticos é um passo indispensável", afirmou o porta-voz, lembrando que qualquer mudança deve ser alvo de "unanimidade" dos países-membros da UE.

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