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08/07/2010 - 11h30 / Atualizada 08/07/2010 - 11h38

UE elogia o anúncio da libertação em breve de presos em Cuba

BRUXELAS, 8 Jul 2010 (AFP) -A União Europeia (UE) aplaudiu nesta quinta-feira o anúncio da libertação em breve de 52 presos políticos cubanos que considera indispensável para eliminar a Posição Comum do Bloqueio contra Havana, um objetivo que a Espanha espera conseguir em setembro.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, aplaudiu o anúncio, fruto do diálogo entre a Igreja católica e o governo de Raúl Castro, e disse esperar uma rápida implementação do mesmo, segundo seus porta-vozes.

O governo de Cuba anunciou na véspera que vai libertar 52 presos políticos, cinco deles nas próximas horas e 47 em quatro meses.

A libertação dos 52 opositores, de um grupo de 75 detidos em 2003, foi comunicada durante encontro entre o presidente Raúl Castro, o cardeal Jaime Ortega e o chanceler espanhol Miguel Angel Moratinos, segundo o texto do Arcebispado de Havana.

"O cardeal Ortega foi informado de que nas próximas horas" cinco prisioneiros "serão postos em liberdade e poderão seguir para a Espanha, em companhia de seus familiares", destacou o comunicado, sem precisar as identidades deles.

Acrescentou "que os demais 47 prisioneiros também poderão deixar o país, se preferirem, depois dos trâmites de libertação.

A iniciativa é fruto do diálogo aberto pelo próprio Raúl Castro e o arcebispo Ortega no dia 19 de maio, que teve como primeiro resultado a libertação de um dissidente enfermo e o traslado de outros 12 a prisões das províncias onde residem seus familiares.

Segundo o comunicado da Igreja, o cardeal Ortega foi informado de que, além das libertações "nas próximas horas", outros seis detidos serão encaminhados para prisões próximas de sua residência.

A libertação dos políticos, em especial 25 enfermos, era a condição imposta pelo dissidente Guillermo Fariñas para acabar com a greve de fome que realiza e completa 134 dias.

Fariñas está internado no hospital da cidade de Santa Clara, correndo risco de morte devido a um coágulo na jugular, pelo que, atualmente, não emite declarações para a imprensa.

Devido ao caso dos 75 políticos detidos, a União Europeia (UE) impôs sanções a Cuba, levantadas temporariamente em 2005 e definitivamente em 2008 por iniciativa ds Espanha que, nos últimos anos, tentou aproximar Havana e Bruxelas.

O chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos, viajou a Cuba para acompanhar o diálogo entre a Igreja e o Governo e acelerar as libertações.

Segundo o chanceler espanhol, os bons resultados de sua visita "permitirão trabalhar para levantar definitivamente" a Posição Comum, que desde 1996 submete as relações da União Europeia (UE) com Cuba a avanços nos direitos humanos.

"Chegou o momento (...) de superar a Posição Comum", disse Moratinos defendendo o diálogo para a cooperação.

A imprensa espanhola menciona que França e Espanha receberiam os presos políticos, enquanto que o Chile se declarou oficialmente disposto a fazê-lo.

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