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11/07/2010 - 18h40 / Atualizada 11/07/2010 - 18h46

Israel pronto a impedir uma nova tentativa de romper o bloqueio de Gaza

JERUSALÉM, 11 Jul 2010 (AFP) -Israel estava decidido neste domingo a impedir, por via diplomática e até pela força, uma nova tentativa de um navio, desta vez afretado por uma associação líbia, de romper o bloqueio marítimo imposto à Faixa de Gaza.

Israel se mostrava, neste domingo, disposto a impedir a aproximação, no território, do cargueiro "Amalthea", de bandeira da Moldávia que zarpou da Grécia.

O Estado hebreu espera prevenir a repetição do ataque mortífero de sua marinha, em águas internacionais, a uma flotilha de ajuda humanitária que seguia para Gaza no dia 31 de maio; a forma de repressão motivou uma onda de condenações através do mundo. Nove cidadãos turcos morreram na ocasião.

Em Israel, o ministro sem pasta Yossi Peled, do partido Likud, do chefe de governo, Benjamin Netanyahu, advertiu em declarações à rádio pública que "seu país não permitirá ao navio desembarcar diretamente seu carregamento no porto de Gaza".

Na madrugada de sábado para domingo, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, qualificou a nova tentativa de romper o bloqueio de "provocação", segundo um comunicado oficial.

Um porta-voz do exército informou que a "marinha de guerra acompanhava o desenrolar da situação" e a marcha do navio, esperado em três ou quatro dias ao longo de Gaza ou do litoral egípcio.

A incerteza prosseguia na noite deste domingo sobre seu destino final. O governo de Atenas informou ter recebido garantias da Líbia de que o cargueiro seguiria para o Egito, enquanto que a associação líbia que tomou a iniciativa do projeto, a Fundação dirigida por Seif Al-Islam, filho do número um da Líbia, Muammar Kadhafi, afirma que se dirigia a Gaza.

"Dirigimo-nos a Gaza. Não vamos mudar de rota", declarou domingo à AFP Machallah Zwei, um representante da Fundação no comando do navio, ouvido por celular.

O cargueiro estava na metade do dia "não longe da ilha grega de Creta e poderia chegar a Gaza em dois dias", estimou, acrescentando que a Fundação não procuraria "o confronto ou a provocação" no caso de intervenção israelense.

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