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13/07/2010 - 07h53

Ministro do caso L'Oréal deixará cargo de tesoureiro do partido de Sarkozy


Em Paris
  • O ministro francês do Trabalho e ex-ministro do Orçamento, Eric Woerth, acusado de conflito de interesses em relação a uma suposta fraude fiscal e financiamento eleitoral ilegal

    O ministro francês do Trabalho e ex-ministro do Orçamento, Eric Woerth, acusado de conflito de interesses em relação a uma suposta fraude fiscal e financiamento eleitoral ilegal

O ministro francês do Trabalho e ex-ministro do Orçamento, Eric Woerth, acusado de conflito de interesses em relação a uma suposta fraude fiscal e financiamento eleitoral ilegal, anunciou nesta terça-feira (13) que deixará de ser tesoureiro da UMP, partido no poder na França.

"Sim, vou fazer isso. Vou estudar o calendário para fazer isso", declarou Woerth na saída do conselho de ministros ao ser indagado sobre o cargo de tesoureiro da União para o Movimento Popular (UMP, direita), que exerce há oito anos.

Woerth, também tesoureiro da campanha eleitoral do presidente Nicolas Sarkozy en 2007, foi acusado pela ex-contadora da herdeira da L'Oréal, Liliane Bettencourt, a terceira fortuna da França, de ter recebido 150.000 euros em efetivo em março desse ano destinados à campanha de Sarkozy, o que constituiria um financiamento ilegal de um partido político.

Além disso, o nome do ministro e de sua esposa apareceu em gravações clandestinas feitas pelo mordomo de Bettencourt envolvendo-o em sonegação de impostos.

Na véspera, o presidente Sarkozy reafirmou seu apoio ao ministro Woerth, e negou com veemência ter recebido ele próprio dinheiro da mulher mais rica da França.

"Eric Woerth é um homem profundamente honesto que vem sofrendo calúnia e mentira há três semanas", declarou no canal France 2, durante a primeira intervenção pública sobre o assunto que vem desestabilizando seu governo.

"Ele será o ministro encarregado da reforma tão necessária do sistema de aposentadorias", um texto básico da segunda parte de seu mandato, precisou o presidente francês. Esta reforma - que deve estabelecer a idade mínima de 62 anos, em vez de 60 - será apresentada nesta terça-feira no Conselho de Ministros, devendo ser votada pelo Parlamento até o final de outubro.

Por baixo nas pesquisas, o chefe de Estado falou em público pela primeira vez desde o início do escândalo que terminou por enlameá-lo e desencadear a crise política mais grave desde sua ascensão à presidência, em 2007.

O pronunciamento de Nicolas Sarkozy foi feito no dia seguinte da publicação de um relatório administrativo sobre o dossiê fiscal de Liliane Bettencourt, segundo o qual Eric Woerth não acobertou possíveis fraudes quando era ministro do Orçamento (2007-março 2010).

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