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15/07/2010 - 18h31

BP diz ter controlado vazamento no Golfo do México e Obama comemora "sinal positivo"

WASHINGTON, 15 Jul 2010 (AFP) -Engenheiros da companhia petroleira britânica BP interromperam, nesta quinta-feira, o vazamento de petróleo no Golfo do México pela primeira vez desde abril, ao fecharem todas as válvulas de um novo dispositivo posicionado sobre o duto danificado, um procedimento que o presidente americano, Barack Obama, chamou de "um sinal positivo".

"É bom ver que nenhum petróleo está vazando para o Golfo do México", disse o vice-presidente sênior da BP, Kent Wells que, no entanto, alertou: "acabamos de iniciar o teste" com o novo dispositivo.

A notícia da contenção do vazamento foi comemorada pelo presidente Obama, afirmando que é "um sinal positivo", embora também tenha alertado que o o procedimento ainda está no começo.

Ele afirmou que o fluxo de petróleo foi interrompido quando a última das três válvulas do giganteso funil foi fechado por volta das 2h25 locais (16h25 de Brasília) desta quinta-feira, mas os engenheiros acompanham atentamente a operação para ver se o petróleo começa a vazar novamente.

Este é o maior passo já dado para conter a pior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos desde que a plataforma da BP naufragou, em 22 de abril, dois dias depois de uma grande explosão na Deep Horizon, que matou 11 trabalhadores.

"Estou muito contente em não ver o petróleo vazar para o Golfo do México", disse Wells.

O crucial "teste de integridade" do poço danificado, iniciado esta quinta-feira, "demorará pelo menos seis horas e poderia druar até 48 horas", anunciou a empresa em um comunicado.

Previsto inicialmente para a terça-feira, o teste foi demorado pelo governo americano, que procurou afastar todos os riscos e deu a autorização para a sua realização, na quarta-feira.

Mas um contratempo voltou a atrasá-lo até a quinta-feira, depois que os engenheiros da BP detectaram uma fuga na tubulação durante os preparativos do teste, que foi reparado durante a noite.

O teste de pressão, destinado a avaliar a resistência da boca do poço, que se espalha por 4 km abaixo do leito marinho, a 1.500 metros de profundidade, inclui o fechamento das válvulas do funil de 75 toneladas instalado na segunda-feira sobre o duto danificado, em substituição ao vazamento de um modelo precedente.

Uma leitura de alta pressão permitiria manter fechadas as três válvulas e selar o poço. Uma baixa presão, ao contrário, significaria que há uma perda em uma parte do revestimento do poço petroleiro.

Se o poço não puder ser totalmente selado com o dispositivo, a BP planeja instalar o primeiro de dois poços de emergência para conter definitivamente o vazamento.

"Seria uma ótima notícia se pudéssemos fechar o poço", disse, cauteloso, o almirante Thad Allen, supervisor do governo americano para os trabalhos de contenção do vazamento, ao anunciar na quarta-feira a autorização para os testes.

"Não quero alimentar esperanças de que poderemos fechar o poço até que tenhamos os dados empíricos que precisamos", acrescentou.

A Agência Internacional de Energia (AIE) avalia que o naufrágio da Deepwater Horizon, em 22 de abril, tenha provocado um vazamento de 2,3 a 4,5 milhões de barris de petróleo no Golfo do México até agora.

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