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16/07/2010 - 15h39

Cardeal cubano Ortega visitou EUA antes da libertação de presos

WASHINGTON, 16 Jul 2010 (AFP) -O cardeal cubano Jaime Ortega visitou os Estados Unidos em junho, antes de o regime dos irmãos Castro anunciar que libertaria 52 opositores presos, informou nesta sexta-feira à AFP uma porta-voz do Departamento de Estado.

"O cardeal Ortega visitou os Estados Unidos em junho", declarou a porta-voz para Assuntos Latino-Americanos, Virgínia Staab, em comunicado enviado à AFP.

"Soubemos por várias fontes que o governo cubano estava considerando libertar prisioneiros políticos e que a Igreja Católica e o governo espanhol estavam desempenhando um papel nesse esforço. Geralmente, não discutimos os detalhes de nossas comunicações", afirmou a porta-voz em sua mensagem.

Ortega viajou a Washington de 21 a 27 de junho e se reuniu, entre outros, com o subsecretário adjunto para América Latina, Arturo Velenzuela, segundo o jornal espanhol El País, que citou nesta sexta-feira altas fontes do governo de Barack Obama.

O objetivo da visita do cardeal era informar o governo americano de suas negociações com o regime, com o consentimento das autoridades cubanas.

Segundo jornal espanhol, Cuba queria dar um gesto de abertura diante de Washington, em um momento em que um projeto de lei para permitir viagens turísticas e retirar as restrições à venda de alimentos e remédios à ilha está sendo discutido nas comissões legislativas do Congresso.

Depois dessa visita do cardeal, as negociações com o regime liderado por Raúl Castro continuaram em Havana, às quais se somou o ministro espanhol das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos.

O próprio Valenzuela informou a jornalistas em 6 de julho que estava disposto a entrar nas conversas sobre esses temas "caso fosse necessário".

Havana anunciou na semana passada que libertaria 52 presos políticos ao longo de vários meses. Um primeiro grupo de sete ex-presos chegou a Madri na terça-feira, e outros quatro somaram-se a eles até esta sexta-feira.

"O que é importante neste assunto não é quem sabia o quê nem quando e, sim, que diversos indivíduos que estavam presos devido a suas crenças pessoais foram libertados", disse à AFP a porta-voz do Departamento de Estado.

Os Estados Unidos mostraram oficialmente sua satisfação com a libertação a conta-gotas dos acusados, mas na sua opinião, aqueles que desejarem permanecer na ilha deveriam poder fazê-lo.

Paralelamente a esses casos, Cuba mantém desde dezembro um cidadão americano preso, sem acusações formais, por espionagem.

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