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16/07/2010 - 07h16

Grupo sunita reivindica os atentados que deixaram 27 mortos no Irã


Em Nicósia

O grupo extremista sunita Yundallah reivindicou nesta sexta-feira (16), em um comunicado postado em seu site, o duplo atentado de quinta-feira à noite contra uma mesquita xiita no sudeste do Irã, que causou a morte de 27 pessoas e centenas de feridos.

Raio-x do Irã:

  • Nome oficial: República Islâmica do Irã
    Capital: Teerã
    Tipo de governo: República Teocrática
    População: 66.429,284
    Idiomas: Persa e dialetos persas 58%, turcomano e dialetos turcos 26%, curdo 9%, luri 2%, balochi 1%, árabe 1%, turco 1%, outros 2%
    Grupos étnicos: Persas 51%, azeris 24%, e gilakis mazandaranis 8%, curdos 7%, árabes 3%, lurs 2%, balochis 2%, turcomenos 2%, outros 1%
    Religiões: Muçulmanos 98% (xiitas 89% e sunitas 9%), outras (que inclui zoroastras, judeus, cristãos, e bahais) 2%
    Fonte: CIA Factbook


O Yundallah (soldados de Deus), em rebelião armada na província iraniana do Sistão-Baluchistão, afirmou que o alvo dos atentados era a Guarda Revolucionária, a milícia ideológica do regime islâmico iraniano, que realizava sua reunião anual em Zahedan, capital da província.

"Esta operação é uma resposta às atrocidades incessantes do regime no Baluchistão", acrescenta.

Quase 30 morreram e pelo menos 100 ficaram feridas na noite de quinta-feira em dois atentados contra uma mesquita xiita no sudeste do Irã, segundo a agência estatal Irna.

"Duas explosões em frente à mesquita de Jamia, em Zahedan, deixaram mais de 20 mártires e mais de 100 feridos", afirmou Fariborz Rashedi, do serviço de emergência da província do Sistão-Baluchistão.

Antes, o vice-ministro do interior, Ali Abdolahi, disse que se tratava de uma "operação suicida".

A agência iraniana Irna afirma que houve duas explosões em Zahedan, a primeira delas às 13h50, hora de Brasília, seguida de outra.

Segundo o deputado de Zahedan, Hussein Ali Shahriari, citado pela mesma agência, houve dois atentados suicidas consecutivos - o primeiro deles cometido por um homem carregado de explosivos e disfarçado de mulher.

"Ele tentava entrar na mesquita disfarçado, mas foi impedido de fazê-lo" quando foi registrada a primeira explosão, disse Shahriari.

"Quando as pessoas correram para ajudar os feridos, outro homem se fez explodir", acrescentou.

O Sistão-Baluchistão é cenário há dez anos de uma sangrenta rebelião do grupo Yundallah.

O atentado mais recente até então reivindicado por este grupo, em outubro de 2009, causou a morte de 42 pessoas, entre elas vários oficiais pertencentes aos Guardas Revolucionária, as forças de elite iranianas, em Pishin, localidade próxima da fronteira paquistanesa.

Os rebeldes do Yundallah são sunitas, como parte importante da população da província do Sistão-Baluchistão.

 

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