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17/07/2010 - 11h47

Chávez ameaça romper relações com a Colômbia

CARACAS, 17 Jul 2010 (AFP) -O presidente venezuelano Hugo Chávez ameaçou na sexta-feira romper relações com a Colômbia por causa das acusações sobre a presença em seu país de guerrilheiros colombianos, o que considerou uma tentativa do atual presidente colombiano Álvaro Uribe de impedir uma aproximação bilateral.

"Se Uribe continuar nos acusando sem nenhum fundamento (...) se continuar com sua loucura, nas próximas horas vou romper relações com o governo da Colômbia e isso tornará muito mais difícil a restituição das relações com o novo governo", advertiu Chávez.

Chávez também disse que não assistirá à posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em 7 de agosto, para o qual foi convidado num sinal de aproximação entre os dois países, que mantém suas relações congeladas há um ano.

"Anuncio que não vou assistir à posse do novo presidente da Colômbia. Não devo assistir e lamento muito a situação", afirmou Chávez num ato oficial transmitido pela tv e rádio locais.

O presidente venezuelano assegurou ter avaliado assistir a cerimônia de posse como um sinal para melhorar as relações, mas que descartou a ideia por considerar que a Colômbia representa um "risco".

"Uribe é capaz de qualquer coisa nas últimas horas, nos últimos dias", assegurou, para explicar que as acusações colombianas demonstram o "desespero da extrema-direita colombiana" para evitar uma aproximação entre a Venezuela e o futuro governo colombiano.

Nos últimos dias, Juan Manuel Santos tem adotado um discurso de aproximação com a Venezuela, apesar de sua campanha eleitoral ter sido marcada por duros confrontos verbais com Chávez.

Na véspera, a Venezuela protestou de forma oficial contra o governo colombiano e chamou para consultas seu embaixador em Bogotá.

A decisão foi anunciada em entrevista à imprensa pelo chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, um dia depois de o governo da Colômbia afirmar "possuir evidências" sobre a presença de pelo menos quatro chefes da guerrilha das Farc e um do ELN no território da Venezuela.

"Chamamos nosso embaixador Gustavo Márquez em Bogotá", declarou o chanceler venezuelano.

Márquez tomará conhecimento, em Caracas, "de uma série de medidas" que o governo Hugo Chávez "adotará nas próximas horas: medidas de caráter político e diplomático", acrescentou Maduro.

Além disso, o chanceler assinalou que "enviamos uma nota de protesto oficial do governo venezuelano rejeitando as mentiras, as falsidades e as podridões montadas pelo governo do presidente Álvaro Uribe".

Na quinta-feira, Bogotá afirmou que há evidências sobre "a presença na Venezuela de alguns líderes" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Entre estes líderes guerrilheiros Bogotá citou "Iván Márquez, Rodrigo Granda ("Ricardo"), Timoleón Jiménez ("Timochenko") e Germán Briceño ("Grannobles"), das Farc; e Carlos Marín Guarín ("Pablito"), do ELN).

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